Prefeita cria comitê para atenuar os danos causados na área contaminada da Satúrnia

Prefeita cria comitê para atenuar os danos causados na área contaminada da Satúrnia Imagem por Jornal Zona Norte e Texto por Jornal Zona Norte
  • 30/10/2019 às 15:22
  • Atualizado 12/09/2022 às 15:22
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A prefeita Jaqueline Coutinho criou o comitê para tratar da questão da área da Satúrnia, antiga fábrica de baterias automotivas, localizada no bairro Iporanga, que está contaminada por chumbo e outros metais. O decreto municipal nº 25.241, de 22 de outubro de 2019, que trata da criação do Comitê de estudos referentes à área da antiga empresa Satúrnia – Sistemas de Energia, foi publicado na terça-feira (29) no jornal Município de Sorocaba.

Presidido pelo secretário do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema), Maurício Tavares da Mota, o comitê é um órgão colegiado de caráter propositivo e deliberativo com premissas a conduzir as questões relacionadas à elaboração de estudos, definição de diretrizes e formulação dos instrumentos técnicos, jurídicos e econômicos necessários para mitigar, atenuar e reparar os danos e impactos ocasionados pelo encerramento das atividades e contaminação da área onde funcionou a empresa Satúrnia.

O grupo é formado por representantes do Ministério Público, Cetesb, Câmara Municipal de Sorocaba, Prefeitura de Sorocaba, Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental. O prazo é que estudos sejam apresentados à prefeita em 180 dias.

A Secretaria do Meio Ambiente vem acompanhando o caso com bastante atenção, assim como todo o trabalho realizado pela Câmara Municipal para apurar as denúncias de crime ambiental; pela Cetesb, que é o órgão licenciador e tem responsabilidade sobre o fato; e também na esfera judicial, com a participação do Ministério Público.

O chumbo é um dos principais componentes da fabricação da bateria automotiva e, ao final do seu uso, a bateria deveria ser reciclada, porém isso não foi feito pela empresa. O descarte irregular era feito na própria área, contaminando o local, configurando num grave crime ambiental.

Outro agravante é que a área está sendo utilizada para o garimpo ilegal, o que causa principalmente risco à vida dessas pessoas. O material recolhido, sem nenhum equipamento de segurança, é utilizado para comercialização de cobre e da “escória”. Em razão disso, desde setembro, blitz fiscalizatórias estão sendo realizadas no local para evitar que essas pessoas se contaminem com o material depositado. “Essa é uma questão de saúde pública, ambiental e social muito grave. Com a criação desse comitê vamos discutir ações efetivas para que isso não se torne um problema ainda mais grave”, destaca o secretário Maurício Tavares da Mota.