Câmara impõe derrotas e expõe fragilidade do governo Fernando Martins da Costa
Um governo que falha tanto na gestão quanto na articulação.
Imagem por Jornal Z Norte e Texto por Redação / Jornal Z Norte - 31/03/2026 às 15:36
- Atualizado 31/03/2026 às 15:36
A retirada dos projetos que alteravam a previdência dos servidores e autorizavam a retenção de impostos para sustentar o transporte público marcou as duas primeiras derrotas políticas do prefeito Fernando Martins da Costa na Câmara de Sorocaba — e evidenciou um governo que falha tanto na gestão quanto na articulação.
A reação contrária de servidores e o recuo de vereadores da própria base escancararam o desgaste. Parlamentares aliados reclamaram da falta de diálogo, transparência e condução política, deixando claro que não aceitarão atuar como mera chancela do Executivo.
Nos bastidores, a avaliação é direta: há inabilidade do prefeito em lidar com o Legislativo e ausência de construção política mínima para temas sensíveis. O resultado foi um revés previsível, agravado pela tentativa de impor projetos de alto impacto sem debate público.
O PLC 01/2026 previa mudanças duras na previdência, como aumento da idade mínima (62/65 anos), pedágio de 100%, redução no valor das aposentadorias com nova regra de cálculo, corte nas pensões e retirada de direitos do apoio escolar. Tudo isso foi encaminhado em regime acelerado, protocolado na sexta-feira à tarde e levado à votação na segunda pela manhã, sem qualquer discussão com os servidores.
Já o PL 110/2026 expõe uma escolha ainda mais preocupante: autorizar a retenção de receitas como ICMS e IPVA para garantir contratos do transporte coletivo. Na prática, o prefeito tentou amarrar recursos públicos para bancar um sistema deficitário, transferindo o risco das concessionárias para a população e comprometendo o orçamento municipal.
As derrotas ocorrem em um cenário de falta de resultados concretos na cidade, com relatos constantes de problemas de manutenção, deterioração urbana e falhas em serviços básicos. A combinação de má gestão e fracasso político reforça a percepção de um governo desorganizado, que tenta impor medidas impopulares enquanto não consegue entregar o básico.
O recado da Câmara foi claro: sem diálogo, transparência e competência política, o governo Fernando Martins da Costa não avançará — e seguirá acumulando derrotas.