Operação Casa de Papel da Polícia Civil chega na reta final e indicia 12 pessoas

Polícia 03 out / 2019 às 17:11

Deflagrada em 8 de abril deste ano, a Casa de Papel, da Polícia Civil em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), chega na fase final das investigações com 12 pessoas indiciadas. A operação policial apura crimes como corrupção ativa, desvio de dinheiro, peculato, furto e organização criminosa, que teriam sido cometidos por agentes públicos ligados à Prefeitura Municipal de Sorocaba, durante o governo do ex-prefeito José Crespo (DEM).
Entre os indiciados, estão os nomes de ex-secretários municipais como Edmilson Eloi de Oliveira, Werinton Kermes, Hudson Zuliani, do ex-chefe do executivo, que segundo apontou a PF “exerceria o evidente comando da organização criminosa,” além de oito empresários de Sorocaba.
O documento das investigações afirma que o esquema de corrupção era uma maneira de políticos, agentes públicos e empresários de conseguir benefícios próprios. “Ficou apurado também neste inquérito policial que a referida organização criminosa esteve sempre fulcrada em uma rede de corrupção sistêmica, onde as propinas passaram a ser pagas como rotina e encaradas pelos participantes como a regra do jogo, algo natural e não anormal, o que lamentavelmente ainda é extremamente comum em nossa sociedade,” garantiu, no relatório final, as investigações.
Por conta das acusações da operação Casa de Papel, José Crespo divulgou uma nota de esclarecimento negando seu envolvimento no esquema de corrupção. “Venho a público afirmar que todas as acusações lançadas contra mim são falsas e inconsistentes, vindas de pessoas com interesses venais que contrariei enquanto prefeito,” se defende o ex-prefeito, que continua, “apresentarei defesa técnica e acredito que a verdade e a justiça prevalecerão,” finaliza o democrata na nota.
Com a divulgação do relatório final das investigações, os envolvidos deverão ser ouvidos entre sexta-feira (04) e segunda-feira (07) na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) pelo delegado responsável pelo caso, Marcelo Carriel.


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