Sorocabanos devem consumir quase R$ 42 bilhões somente neste ano, aponta estudo
Cidade ocupa a 8ª posição no Estado e a 22ª no país no ranking que mensura o potencial de consumo das cidades brasileiras
Imagem por Secom/PMS e Texto por Fernando Araújo/Jornal Z Norte - 14/08/2026 às 13:47
- Atualizado 14/08/2026 às 13:47
Quase R$ 42 bilhões. Esse é o valor que os sorocabanos deverão consumir até o final deste ano, seja alimentação dentro e fora do lar, com manutenção da casa e de veículos, viagens, roupas, recreação, transporte urbano, planos de saúde, medicamentos, entre outros. Para se ter ideia, o valor é tão expressivo que Sorocaba ocupa a 8ª posição no Estado e a 22ª no país, ou seja, entre os mais de 5,5 mil municípios do País, no ranking que mensura o potencial de consumo das cidades brasileiras. Nos últimos três anos Sorocaba subiu quatro posições, uma vez que em 2023 ocupava a 26ª posição.
O potencial de consumo do município é identificado em estudo anual, e reconhecido nacionalmente, realizado pelo IPC Maps, da IPC Marketing Editora, sobre o perfil econômico do país.
O levantamento da IPC Marketing utiliza como base para os dados as informações de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep) e o Ministério da Fazenda.
O economista José Carlos da Rocha destaca que Sorocaba vem, cada vez mais, se despontando como uma das cidades mais ricas e promissoras do País. Reflexo, segundo ele, dos constantes investimentos privados que vem recebendo. Cita os recentes investimentos da Toyota e JCB, por exemplo, além da chegada de grandes hipermercados. “Isso gera emprego, renda, impostos para o município. Ou seja, um círculo em que todos ganham e a cidade cresce cada vez mais, gerando riqueza e qualidade de vida. E é isso exatamente que vem ocorrendo com Sorocaba”, destacou.
Pelo estudo, a classe B sorocabana desponta como a de maior potencial de consumo no município, com participação de 39,7%. Em valores, o estudo mostra que essa classe social/econômica deverá consumir até o final deste ano R$ 16,5 bilhões. Para se ter ideia, em 2023, o valor que essa mesma classe econômica consumiu, segundo levantamento à época, foi de R$ 12,51 bilhões. Ou seja, em três anos esse valor de consumo desse perfil sorocabano subiu R$ 4 bilhões.
Já a classe C tem uma participação de 33% neste ano, com um potencial de consumo da ordem de R$13,8 bilhões. Em 2023 era de R$ 9,20 bilhões.
A classe D/E deverá consumir neste ano R$ 2,11 bilhão, ante os R$ 1,61 bilhão de 2023. Já o potencial de consumo da classe A deve atingir neste ano R$ 9,11 bilhões, contra os R$ 5,58 bilhões de três anos atrás.
Os itens de maior consumo
A manutenção do lar é o item que mais consome dinheiro entre os sorocabanos. Ou seja, mais de 28% de todo gasto anual são destinados a cobertura de despesas fixas como aluguel, contas de luz, água, telefone, gás, imposto predial, condomínio, serviços domésticos, entre outros. O valor chegará a R$ 11,5 bilhões.
Na sequência aparece os gastos com veículo próprio, que deverá consumir até o final do ano cerca de R$ 4,6 bilhões. Em seguida, vem a alimentação no domicílio, no valor de R$ 3,38 bilhões. Para se ter ideia, em 2016, ou seja, há 10 anos, esse item consumiu R$ 1,8 bilhão do orçamento do sorocabano. Com transporte público o valor que os sorocabanos deverão gastar chega a R$ 581,6.
Comer fora de casa deve representar mais de R$ 1,64 bilhão. Já os gastos com medicamentos devem chegar a R$ 1,28 bilhão, enquanto que com planos de saúde R$ 1,64 bilhão.
O sorocabano, segundo o estudo, também deve gastar R$ 786,2 milhões com recreação e cultura, enquanto que com viagens o valor deve chegar a R$ 606,5 milhões. Já com fumo o valor será de R$ 207,8 milhões e com bebidas 422,5 milhões.
O gerente de produção Jorge Alberto de Picollo, de 48 anos deixou a cidade de Suzano há oito anos para morar em Sorocaba. Conta que veio a trabalho trazendo consigo a família. “Sou sorocabano de coração. Chegamos sem conhecer essa cidade e logo nos primeiros dias nos apaixonamos. O que nós precisamos compra, consumir... encontramos aqui. Não fica atrás das grandes metrópoles no meu ponto de vista”, ressaltou.