Luis Santos enfatiza importância do tropeirismo para o progresso de Sorocaba

Presidente participou de edição do programa “Rádio Câmara no Ar”, em mais uma etapa da comemoração pelos 365 anos da Casa

Luis Santos enfatiza importância do tropeirismo para o progresso de Sorocaba Imagem por Divulgação e Texto por Divulgação
  • 06/05/2026 às 12:43
  • Atualizado 06/05/2026 às 12:43
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O presidente da Câmara Municipal de Sorocaba, vereador Luis Santos, destacou a força do tropeirismo para o progresso de Sorocaba. “Foram desbravadores, ao longo dos séculos 18 e 19, contribuíram para que nossa cidade se tornasse o que é hoje”, explicou, em participação no programa “Rádio Câmara no Ar”, transmitido na TV Câmara e na Rádio Câmara.

Em mais uma uma etapa da comemoração pelos 365 anos da Casa, fundada em 3 de março de 1661 e responsável pela gestão da cidade durante boa parte dessa trajetória, o presidente da Câmara recebeu os escritores Antonio Pontes, presidente da Academia Sorocabana de Letras, e José Osmir Fiorelli. Os dois, ao lado de Carlos Roberto Solera, dividem a autoria do livro “Tropeirismo, a saga que transformou o Brasil”, publicado em 2024.

A obra conta como Sorocaba progrediu principalmente pela ação dos tropeiros, consolidada principalmente pela Feira de Muares, criada para que comerciantes de todo o país pudessem comercializar principalmente animais de carga, especialmente mulas. 

Pontes destacou a importância do português Cristóvão Pereira de Abreu, responsável por abrir uma estrada entre Curitiba e Sorocaba. “Em 1733, ele juntou várias pessoas, proprietários de mulas, para fazer uma viagem até Sorocaba. Segundo a história, quase 3 mil mulas”, explicou o escritor.

Ele conta que o ponto para a realização das feiras foi escolhido de forma estratégica. “O caminho entre Curitiba e Itararé era bem complicado, com situações prejudiciais, mas depois disso já ficava bem mais tranquilo. E Sorocaba fica perto de São Paulo, de Minas Gerais, virou um ponto de encontro interessante para poder fazer a comercialização das mulas”, completou.

Com isso, a cidade criou uma estrutura para receber viajantes, tanto compradores quanto vendedores, e passou a receber comércio de outros produtos. e Osmir Fiorelli complementa que, assim instalada a Feira, os governantes da então Província de São Paulo criaram um ponto para coleta de impostos sobre as transações. 

“Aqui tudo foi preparado para dar conforto a esses cidadãos. Obviamente, tornou-se um centro irradiador. Estima-se que cerca de 4 milhões de animais passaram pela cidade em 150 anos, com feiras anuais que duravam dois meses. E comercializavam até 200 mil animais por edição”, explica o escritor.

 

Força do tropeiro – Os autores apontam que os tropeiros eram profissionais de prestígio naquela época. “O tropeiro era respeitador, era alguém com conhecimento e força para conduzir grandes tropas, Eles foram os unificadores do país”, defende Antonio Pontes.

“Eles eram o elemento de ligação, quem transportava a correspondência, as informações, as notícias do mundo. Até mesmo o que eu chamaria de tecnologia chegava por meio deles”, complementou Luis Santos, que, como vereador, criou vários projetos de lei para valorizar a memória dos tropeiros, inclusive com a consolidação da Semana dos Tropeiros no calendário oficial de eventos do município.

As feiras foram perdendo a força ao longo do século 19, à medida que as ferrovias foram se espalhando pelo Brasil, facilitando a logística de transporte. Mas Fiorelli lembra que em muitos casos as mulas seguem úteis em muitas atividades. “Na plantação de café em encostas, muito comuns ainda em Minas Gerais, os animais ainda são uma solução importante”, completou o professor.

O programa “Rádio Câmara no Ar” pode ser acompanhado neste link. Também pode ser visto durante a programação da TV Câmara e da Rádio Câmara e pelas redes sociais do Legislativo (YouTube e Facebook).