Cremação é uma das possibilidades após a exumação e permite novas formas de homenagem ao ente querido

Segundo a OFEBAS, relicários, urnas terrário, jóias, cristais e columbário se tornam diferentes caminhos para preservar as cinzas e o legado de quem partiu

Cremação é uma das possibilidades após a exumação e permite novas formas de homenagem ao ente querido Imagem por Jornal Zona Norte e Texto por Jornal Zona Norte
  • 31/08/2026 às 13:59
  • Atualizado 31/08/2026 às 13:59
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Uma família precisa realizar um novo sepultamento, mas descobre que antes será necessário reorganizar o jazigo. Em outra situação, os familiares são informados de que terminou o prazo de utilização de uma sepultura. Diante desse cenário, a família precisa compreender quais caminhos estão disponíveis e qual deles melhor respeita seus valores e a forma como deseja preservar a memória de quem partiu. Segundo a Organização Funerária das Entidades Beneficentes e Assistenciais de Sorocaba (OFEBAS), a cremação surge como uma possibilidade, permitindo uma destinação humanizada e acolhedora e abrindo diferentes caminhos para continuar homenageando aquela história de vida.

Segundo a OFEBAS, quando a família realiza a exumação e opta pela cremação daquele ente querido, é possível realizar uma nova cerimônia de despedida após o recebimento das cinzas. Isso pode acontecer mesmo caso a família já tenha realizado uma cerimônia (velório) antes do sepultamento. Essa também é uma alternativa para pessoas que foram sepultadas pela covid-19, já que na época as regras sanitárias não permitiam a realização de velórios, ou mesmo quando as cerimônias tinham duração reduzida.

“A cremação pode ser escolhida logo após o falecimento, em vez do sepultamento, ou depois de um período, quando surge a necessidade de reorganizar um jazigo. Existem diferentes caminhos possíveis para uma despedida e nosso papel é oferecer informação, acolher as dúvidas e orientar para que cada família possa decidir de acordo com sua história, seus valores e aquilo que faz sentido para ela”, explica Patrícia Peixoto, gerente-geral da OFEBAS.

 

Quando a exumação é necessária

Exumação é o procedimento de retirada do ente querido do local onde ele foi sepultado. Cada cemitério possui regras próprias para exumação, incluindo prazos, documentação e autorizações. Por isso, quando a família se depara com essa necessidade, o primeiro passo é procurar a administração do local onde ocorreu o sepultamento e buscar as orientações específicas.

No Cemitério Santo Antônio, em Sorocaba, por exemplo, as sepulturas de uso comum possuem prazo determinado de sete anos. Ao fim desse período, a Prefeitura pode solicitar que os familiares ou responsáveis providenciem a exumação, conforme as regras municipais. 

A necessidade também pode surgir em jazigos familiares, quando é preciso reorganizar o espaço para receber um novo sepultamento. Nesses casos, a cremação pode ser considerada como uma alternativa para preservar uma destinação individualizada e permitir que novas homenagens sejam construídas a partir das cinzas.

 

Como funciona a cremação após a exumação

Quando a família precisa liberar um espaço no jazigo, a solicitação da exumação deve ser feita diretamente ao cemitério. A retirada é realizada pela equipe do próprio local, seja cemitério público ou particular, seguindo suas normas e os requisitos necessários.

A supervisora funerária da OFEBAS, Fernanda Lopes, explica que, quando há a escolha pela cremação, a equipe orienta sobre o processo e a documentação, realiza o traslado do ente querido até o crematório e retorna com as cinzas para os familiares, com todo o respeito e acolhimento que esse momento pede. Após o procedimento, as cinzas são entregues em um relicário em até dez dias úteis.

“Sabemos que a exumação pode trazer muitas dúvidas e reviver sentimentos, mesmo quando já se passaram anos desde a despedida. Por isso, buscamos tornar as etapas o mais claras possível e acompanhar a família com cuidado, explicando o que precisa ser feito e quais possibilidades ela terá a partir dali”, complementa.

 

Escolha acessível e que contribui com o meio ambiente 

A despedida de um ente querido por meio da cremação é uma alternativa consciente em relação ao uso dos espaços, pois reduz a necessidade de novas áreas destinadas a jazigos, sobretudo em cidades que enfrentam a falta de capacidade nos cemitérios. Nos casos em que o sepultamento já ocorreu, pode ajudar a família na reorganização do espaço existente.

Para quem não possui jazigo, o procedimento pode evitar a necessidade de adquirir ou contratar um espaço para sepultamento. A escolha também pode reduzir despesas continuadas relacionadas a taxas, manutenção e futuras reorganizações. 

“A cremação reduz a necessidade de ocupação permanente de novas áreas para sepultamentos e pode diminuir a demanda de expansão dos cemitérios. Para a família, também pode evitar despesas com a manutenção do espaço. Esses são aspectos ambientais e financeiros que podem ser considerados no momento da escolha”, explica Patrícia.

 

A homenagem pode continuar

Após a cremação, existem inúmeras possibilidades para continuar homenageando o legado de quem partiu. A família pode manter o relicário em casa, espargir as cinzas no mar ou em outro local permitido ou manter o ente querido em um espaço próprio para esse fim, como o columbário Recanto das Memórias, que fica na unidade da OFEBAS na zona norte.

Também existem possibilidades memoriais como urnas terrário, que permitem a continuidade do ciclo da vida a partir de um jardim, joias relicário, onde é possível guardar uma pequena parte das cinzas do ente querido, ou mesmo cristais e diamantes produzidos a partir das cinzas. 

“Mais importante do que a forma escolhida é o significado que ela carrega para aquela família. Uma planta, uma joia, um relicário ou um espaço de visitação podem se tornar maneiras muito particulares de manter próxima uma lembrança e homenagear uma história que continua fazendo parte da vida de quem fica”, acrescenta Fernanda.

 

Conversar sobre a despedida também é uma forma de cuidado

O planejamento também pode ser feito ainda em vida. Embora a decisão final seja da família, conversar sobre como cada um pensa a sua despedida permite que os familiares conheçam as vontades da pessoa e ajuda a organizar antecipadamente questões burocráticas e financeiras. É uma forma de cuidado com quem se ama, permitindo que a família possa dedicar seu tempo em vivenciar a despedida. 

A OFEBAS oferece o serviço de cremação e também possui planos de assistência que contemplam o procedimento: Pró Life, Pró 10+ e Premium 10+, com diferentes serviços incluídos.

“Quando conseguimos falar sobre nossas preferências com quem amamos, compartilhamos informações que podem ajudar a família no futuro. Para a OFEBAS, orientar também é cuidar: é permitir que as pessoas conheçam suas possibilidades e possam fazer escolhas de maneira informada, respeitosa e conectada à própria história”, destaca Patrícia.

 

Sobre a Ofebas

A Ofebas é uma organização sem fins lucrativos atuante há seis décadas no setor funerário e assistencial nas cidades de Sorocaba e Votorantim. Desde sua fundação, desenvolve trabalho com viés social, oferecendo atendimento gratuito a pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de programas de apoio psicológico, capacitação ao terceiro setor e diversas ações comunitárias. Conta também com planos de assistência familiar com benefícios em vida, incluindo assistência pet gratuita.

Mais informações pelas redes sociais @ofebassocial, pelo site ofebas.org.br ou pelo WhatsApp (15) 99849-2146.