CPFL Piratininga flagra furto de energia em residência com mineração de criptomoedas em Iperó

Fraude consistia em desvio de energia dentro da caixa de medição

CPFL Piratininga flagra furto de energia em residência com mineração de criptomoedas em Iperó Imagem por Divulgação/CPFL Piratininga e Texto por Divulgação/CPFL Piratininga
  • 21/10/2026 às 21:35
  • Atualizado 21/10/2026 às 21:35
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Em ação de combate ao furto de energia realizada com apoio das autoridades policiais, equipes da CPFL Piratininga identificaram uma fraude, na manhã desta quarta-feira (21/10) em uma residência localizada no bairro George Oetterer, em Iperó.

A inspeção foi realizada após solicitação da polícia e acionamento da equipe de Segurança Patrimonial da distribuidora para averiguar uma possível irregularidade no imóvel, onde operava uma atividade de mineração de criptomoedas.

Durante a vistoria técnica, foi constatado um desvio de duas fases no interior da caixa de medição, permitindo o consumo de energia sem o devido registro pelo sistema de medição. A irregularidade caracterizou furto de energia.

A Polícia Civil acompanhou a ocorrência e o Instituto de Criminalística (IC) realizou perícia no local. O responsável pelo imóvel foi detido em flagrante. A fraude foi eliminada e a instalação regularizada pela distribuidora.

A CPFL Piratininga calculará a energia consumida e não faturada para cobrança dos valores correspondentes ao responsável pela unidade consumidora.

Balanço

Na região de Sorocaba, foram constatadas 6.479 irregularidades nos oito primeiros meses do ano. Neste mesmo período, houve a recuperação de 2.400,00 MWh oriundo do processo de inspeção. Os números refletem o trabalho permanente de fiscalização realizado em toda a área de concessão.

As irregularidades são identificadas por meio de inspeções, análises técnicas, denúncias da população e, quando necessário, operações realizadas em conjunto com as autoridades policiais.

Na região atendida pela CPFL Piratininga, a distribuidora mantém ações permanentes de combate às fraudes e furtos de energia, com inspeções em campo, análises técnicas, apuração de denúncias da população e operações conjuntas com as autoridades policiais.

Lei mais rígida

O furto de energia é crime previsto no Código Penal. Com a Lei nº 15.397/2026, a pena para o furto simples subiu de um a quatro anos para um a seis anos de prisão, além de multa. Como a pena máxima passou de quatro anos, o delegado não pode mais arbitrar fiança em caso de flagrante: qualquer decisão sobre soltura ou fiança agora é exclusiva do Poder Judiciário.

O agravamento da punição chega em um momento em que o furto de energia impõe ao setor elétrico brasileiro um prejuízo bilionário. Segundo a Abradee, as distribuidoras registraram R$ 11,3 bilhões em perdas com furtos e fraudes em 2025, dos quais cerca de R$ 7,8 bilhões foram repassados às tarifas e pagos por todos os consumidores. Levantamento da ANEEL indica que as perdas não técnicas somaram R$ 11,5 bilhões no ano passado, o equivalente a 7,1% de toda a eletricidade produzida no país.

 

Riscos à população

Popularmente conhecido como “gato”, o furto de energia está entre as irregularidades mais comuns, assim como adulterações de medidores e outras intervenções feitas para impedir ou reduzir o registro correto do consumo.

Essas práticas, realizadas sem critérios técnicos e fora dos padrões de segurança, podem sobrecarregar a rede, provocar oscilações e até interromper o fornecimento. Há ainda riscos de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos, que podem atingir não apenas quem realiza a fraude, mas também moradores, trabalhadores e outras pessoas da comunidade.

 

Denuncie

A CPFL reforça que somente as equipes da companhia estão autorizadas a mexer na rede elétrica e nos medidores. Ao notar uma situação suspeita, a orientação é não se aproximar e nem tentar resolver por conta própria — comunique a ocorrência pelos canais oficiais. A denúncia é totalmente anônima e segura, pelo aplicativo "CPFL Energia" ou pelo site www.cpfl.com.br/fraude.