Roberto Freitas questiona o Executivo sobre custo-benefício da construção da Marginal Direita
Para o vereador, a obra pode significar grande dano ambiental sem resolver os problemas de tráfego da cidade
Imagem por Divulgação e Texto por Divulgação - 03/06/2026 às 16:10
- Atualizado 03/06/2026 às 16:10
Levando em conta que a obra da Marginal Direita do Rio Sorocaba compreende um trecho de apenas 1,8 mil metros quadrados, entre a Alameda Batatais e a Rua Saliba Mota, a um custo de R$ 33,4 milhões, o vereador Roberto Freitas (PL) questiona o Poder Executivo sobre a efetividade dessa obra para a melhoria da mobilidade urbana na cidade. O parlamentar destacou requerimento de sua autoria – aprovado na sessão ordinária de terça-feira, 2 – em que elenca uma série de questionamentos sobre o assunto.
Ao destacar seu requerimento em plenário, Roberto Freitas lembrou: “Não foi o rio que surgiu depois da cidade, mas a cidade que se desenvolveu em torno do rio”. Para ele, ainda não há dados concretos ou estudos de tráfego que demonstrem que a Marginal Direita resolverá os problemas de mobilidade urbana. “Nós sabemos do estrago ambiental que essa obra vai causar e da necessidade de compensações ambientais. Todas as grandes cidades do mundo estão preocupadas em preservar os seus rios. Mas ainda não há clareza quanto ao custo-benefício da Marginal Direita, que, até que se prove o contrário, pode ser um desperdício de dinheiro público, que poderia ser utilizado para resolver outros problemas da cidade”, afirmou o vereador.
Ancorado em reportagem do jornal Cruzeiro do Sul, publicada nos dias 2 e 4 de maio de 2026, Roberto Freitas observa que diversos especialistas, representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), da Associação Comercial de Sorocaba e demais segmentos da sociedade civil, vêm defendendo a revisão do traçado da Marginal Direita, com recuo da via em pelo menos 50 metros do leito do rio Sorocaba, visando a preservação da faixa ambientalmente sensível e a viabilização do futuro Parque Linear “Dr. Armando Pannunzio”.
“Também foram levantadas preocupações relacionadas à preservação da vegetação ciliar, à prevenção de enchentes, à observância das áreas de preservação permanente, aos impactos urbanísticos e à necessidade de maior transparência e debate técnico acerca da intervenção”, afirma Roberto Freitas. O vereador, entre outros questionamentos, indaga ao Executivo se a Prefeitura de Sorocaba tem conhecimento formal da proposta alternativa de alteração do traçado da Marginal Direita, com recuo da via em pelo menos 50 metros do leito do rio, conforme defendido nas reportagens de jornal.