Durante visita ao Jornal Z Norte, Vitor Lippi afirma que não deseja ser prefeito novamente e pede renúncia de Dilma

Durante visita ao Jornal Z Norte, Vitor Lippi afirma que não deseja ser prefeito novamente e pede renúncia de Dilma Imagem por Jornal Zona Norte e Texto por Jornal Zona Norte
  • 28/08/2015 às 13:21
  • Atualizado 12/09/2022 às 13:21
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O deputado federal Vitor Lippi (PSDB) visitou as instalações do Jornal Z Norte na sexta-feira (21). Durante a visita, Lippi concedeu entrevista, aonde falou de diversos assuntos, incluindo sucessão da Prefeitura de Sorocaba, em uma eventual desistência do Prefeito Antonio Carlos Pannunzio, ou no caso de uma indicação do partido.

“Não é meu projeto de vida”, afirma quando questionado sobre. Eu já dei a minha contribuição. Eu entendo que você precisa estar motivado para esse desafio. Sempre quando eu fiz esses desafios todos, eu estava muito motivado. Mas isso teve um preço para a minha família, por exemplo. Eu tive ansiedade acima da média, o que é natural, já que as responsabilidades são maiores”, explica. “Agora, eu tenho outra missão que me foi dado pelas urnas, que é ser deputado federal”, ressalta.

Vitor Lippi fala da experiência desenvolvida nos últimos meses na capital federal. “Lá é uma oportunidade muito grande de a gente aprender outros assuntos que aqui em Sorocaba eu não tinha tanta oportunidade. Em Brasília, há encontros, seminários, as audiências públicas que são muito frequentes. Para se ter ideia, todo dia tem três, quatro, cinco, seis sobre os mais diversos assuntos como os assuntos mais importantes, seja da questão da violência, a questão da Amazônia, a questão do aquecimento global, a questão relacionada aos indígenas, economia, a questão da sustentabilidade, direitos humanos, enfim, a gente tem vários assuntos relacionados a muito assuntos importantes para o país. São assuntos estratégicos e, para mim, está sendo muito bom”, afirma o deputado. “Estou participando de várias comissões e, entre elas, eu participo da comissão e sou coordenador de planejamento estratégico do PSDB. Trabalho com 54 deputados. Acredito que isso também vai melhorar o partido, vai melhorar a comunicação estratégica da nossa bancada. São coisas que eu gosto e tem sido muito prazeroso”, destaca Lippi.

Lippi afirma também que em Brasília está engajado em uma comissão que trata da telefonia móvel no Brasil.  “A telefonia celular no Brasil é tão ruim que há reclamação de todos os brasileiros. Praticamente não pega onde você mora trabalha e estuda. É muito ruim e não poderia ser assim porque os contratos existem nas operadoras a serem cumpridos”, afirma.  Conforme Lippi, um dos problemas está relacionado à falta de fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel. Outro ponto debatido por Lippi é a questão do Governo Federal estar, supostamente, usando dinheiro do Fundo das Telecomunicações para outros setores.

 

Crises

O deputado também se mostrou preocupado com a situação do presidente da Câmara, denunciado nas investigações do esquema “Lava Jato”. “Todos nós estamos bastante preocupados. Realmente. é uma denúncia que traz uma expectativa de muita atenção. Mas de qualquer forma ele teve muitos votos e agora alguns deputados já estão propondo o afastamento dele. Eu acredito pelas manifestações que ele já deu a entender que vai procurar se manter no cargo até que haja um julgamento. Isso é mais um elemento de tensão dentro da câmara”, revela.

Outro assunto abordado pelo deputado foi a questão da situação política do país e do governo Dilma Rousseff. “Eu não tenho nenhuma dúvida de que houve estelionato no sentido da contabilidade pública, porque realmente ficou muito claro que a presidente usou o dinheiro dos bancos públicos para pagar contas do governo e isso é proibido por lei. Então, ela está justificando que já aconteceu outras vezes. A gente sabe que houve uma fraude. Isso é um motivo que pode levar à cassação da Dilma. Agora, o Tribunal de Contas vai avaliar isso e vão ver os encaminhamentos que ele vai tomar”, lembra. “Outro questionamento que pode levar o impeachment da presidente Dilma é a questão das várias denúncias, questões sendo apuradas de abuso de poder político e do poder econômico durante a campanha. Houve utilização da estrutura do governo na campanha, equipamentos, aviões, enfim, uso da estrutura governamental. Houve também a utilização de recursos que vieram para, vamos dizer, de propinas que vieram de caixa dois de que estão sendo apurados pelo “Lava jato”. “Hoje, a credibilidade do governo é praticamente nenhuma. Vocês têm visto pelas pesquisas que ela está com 7% ou 8% de aprovação. Isso é quase nada”, comenta. “Eu acho que a renúncia seria o melhor caminho, seria melhor contribuição até porque os cenários mostram que as coisas ainda devem piorar bastante esse ano”, conclui sobre o tema.

O conflito evidente entre a Câmara e a Prefeitura também foi tema de explanação de Vitor Lippi. “Eu quero crer que o relacionamento com o Executivo e o Legislativo sempre tem altos e baixos. A gente costuma dizer que política e calmaria nunca se encontram. Então a gente tem conflitos, mas eu procurava realizar o trabalho com harmonia, trabalhava dentro das possibilidades do governo para fazer a melhor condição possível e respeito às atividades dos vereadores”, explica.  “A gente espera que o Pannunzio possa, dentro do possível, buscar sempre o melhor relacionamento com a Câmara. Ele é uma pessoa que tem muita experiência legislativa, aliás, ele veio do Legislativo e tem uma habilidade muito grande e tem um entendimento muito grande sobre a atribuição de cada poder. Por isso mesmo é que há um determinado conflito de entendimento, mas entendo que os projetos mais importantes para a cidade têm sido aprovados pelos vereadores”, expõe.

Lippi fez um relato sobre os anos em que foi prefeito. “Foi muito gratificante.  Você tem que se dedicar muito, todos os dias. É muito difícil e trabalhoso . Mas valeu a pena principalmente no bom relacionamento com a população que eu sempre tive.

“Sem dúvidas, as que mais emocionaram foram as obras sociais”, destaca Lippi quando perguntado sobre as obras mais importantes do seu governo. “Foram processos de inclusão das pessoas que moravam nas áreas de riscos. As pessoas moravam em locais de risco de doenças, então transferi aquelas famílias para os conjuntos habitacionais que nós trabalhamos para construir. Foi algo indescritivelmente maravilhoso. Coisas que a gente só tem a agradecer a Deus por ter participado. Essas coisas foram as mais emocionantes e me tocam o coração”, se emociona.

Sobre os processos que ainda estão pendentes no TCE, incluindo apartados de contas anuais, Lippi afirma que não tem nenhum receio com relação as tramitações e que em nenhum momento foi condenado. “Por que não teve nenhuma gravidade, nenhuma importância e em nada alterou resultado do preço, nem da qualidade da obra”, ressalta.

“Mas isso, todos os prefeitos têm. As cidades que fizeram mais processos licitatórios como eu, proporcionalmente acabaram tendo também um questionamento muitas vezes maior. Mas volto a dizer que não tenho nenhuma condenação. São etapas que você tem que esclarecer e muitas vezes recorre. Mas nós estamos caminhando e até agora tudo têm sido muito favorável aos ao que nós prestamos”, ressalta.