Caio Oliveira cobra Prefeitura sobre Médico na Praça e questiona quem acompanha o paciente depois da consulta
Imagem por Divulgação e Texto por Divulgação - 04/11/2026 às 15:55
- Atualizado 04/11/2026 às 15:55
O vereador Caio Oliveira (Republicanos) protocolou nesta terça-feira (3), na Câmara Municipal de Sorocaba, um requerimento para cobrar explicações da Prefeitura sobre o programa Médico na Praça. O documento questiona como o serviço foi estruturado, quem são os profissionais envolvidos, quanto custa a operação e quem acompanha os pacientes depois da consulta.
A van chega, o atendimento acontece e o serviço segue para outro endereço. Mas quem acompanha o paciente que precisa de exames, de um especialista ou de continuar o tratamento? Essa é uma das principais cobranças do parlamentar, que solicita documentos, contratos, escalas de trabalho e dados sobre os encaminhamentos realizados.
"A pessoa que procura um médico precisa saber qual será o próximo passo do seu tratamento. Se houve indicação de exame ou especialista, esse pedido entrou na fila? Quem acompanha o resultado? Quem chama esse paciente de volta? A Prefeitura precisa responder por todo esse caminho", afirma Caio.
Um dos pontos centrais é verificar se os médicos possuem acesso ao prontuário eletrônico municipal e autorização para registrar solicitações na regulação do SUS. O vereador também quer saber se receberam capacitação da equipe técnica da Secretaria da Saúde sobre os protocolos de encaminhamento.
A preocupação é esclarecer se o paciente deixa o atendimento com o pedido efetivamente inserido no sistema ou se precisa procurar uma UBS e conseguir outra consulta apenas para validar ou transcrever a solicitação.
"É preciso esclarecer se o atendimento resolve uma etapa da vida do paciente ou se ele precisa começar tudo novamente na UBS. Quem já foi avaliado merece orientação clara e continuidade do cuidado", destaca.
MAIS CONSULTAS OU REMANEJAMENTO DA REDE?
Caio também questiona se a equipe é formada por servidores municipais, profissionais temporários ou terceirizados. Caso exista contratação, o requerimento solicita o número do CPL, o processo administrativo, a empresa responsável, os valores e os aditivos.
Se houver servidores deslocados de outras unidades, o parlamentar pede que a Prefeitura informe de onde vieram, quantas horas foram remanejadas e se houve reposição.
"Quero saber quantas consultas a rede ganhou de fato. Se um médico foi retirado de uma UBS, precisamos conhecer o impacto para os moradores que dependem daquela unidade. Essa conta precisa aparecer com clareza", afirma.
CUSTOS, CRONOGRAMA E RESULTADOS
O requerimento também cobra capacidade diária, horários, quantidade de médicos por turno, distribuição de senhas e existência de cronograma mensal divulgado antecipadamente, à semelhança dos Ônibus Azul e Rosa.
Outro ponto é a escolha dos locais. O vereador solicita os critérios técnicos que orientam o itinerário e justificam a participação em eventos institucionais, considerando a prioridade anunciada para territórios vulneráveis ou com dificuldade de acesso à saúde.
Na prestação de contas, Caio quer separar pessoas atendidas, consultas e procedimentos, além de conhecer o custo por consulta e quantos pedidos chegaram à realização do exame ou ao atendimento especializado.
"A população precisa saber quanto foi gasto, quantas pessoas foram atendidas e o que aconteceu depois. O resultado que interessa é o paciente conseguir avançar no diagnóstico e no tratamento. É isso que vamos cobrar", conclui.