Após paralisação, Caio Oliveira cobra Prefeitura e questiona se há recursos para manter ônibus até dezembro
Imagem por Divulgação e Texto por Divulgação - 04/11/2026 às 16:45
- Atualizado 04/11/2026 às 16:45
A paralisação de trabalhadores do transporte coletivo de Sorocaba, na manhã desta quarta-feira (4), levou o vereador Caio Oliveira (Republicanos) a cobrar explicações da Prefeitura sobre os pagamentos às operadoras e os recursos disponíveis para manter o serviço até o fim do ano. Em requerimento, o parlamentar pede contratos, comprovantes de pagamento e demonstrativos da situação orçamentária e financeira do sistema.
A mobilização envolveu trabalhadores da City Transportes e do BRT Sorocaba e foi motivada pelo atraso no vale-refeição. Caio quer esclarecer se o problema decorreu de dificuldades próprias das empresas, de pagamentos públicos pendentes ou de outras circunstâncias.
“A Prefeitura precisa mostrar, com documentos, se está pagando em dia e como vai manter o transporte funcionando até dezembro. Quem depende do ônibus para trabalhar precisa ter segurança de que o serviço estará disponível. O passageiro não pode ser surpreendido por uma paralisação enquanto espera explicações sobre quem deixou de cumprir sua obrigação”, afirma.
O requerimento questiona diretamente se, na data da paralisação, havia valores vencidos e não pagos pela Prefeitura ou pela Urbes relacionados às duas operadoras. Também solicita a relação dos pagamentos de 2026, com valores devidos, vencimentos e datas em que o dinheiro efetivamente chegou às empresas.
Outra cobrança é sobre a capacidade de custear o transporte em novembro e dezembro. O vereador pede que o Executivo apresente as despesas previstas, o orçamento disponível e os recursos financeiros necessários para honrar os compromissos. Caso exista insuficiência, solicita o valor e o cronograma das medidas para resolvê-la.
“Estamos chegando ao fim do ano e a gestão precisa demonstrar que planejou os próximos meses. Quero saber quanto ainda precisa ser pago, quais recursos estão disponíveis e o que falta resolver. Se houver dificuldade, a Prefeitura deve explicar quando identificou o problema e quais providências tomou”, declara Caio.
O documento também cobra informações sobre a fiscalização das operadoras, quando a administração soube do atraso do benefício e quais medidas adotou. O parlamentar questiona se houve notificações, procedimentos para aplicação de penalidades e outros episódios de atraso de salários ou benefícios nos últimos doze meses.
A cobrança inclui os impactos da paralisação, as viagens que deixaram de ser realizadas e o plano para enfrentar uma eventual nova interrupção. Caio pede ainda que a Prefeitura informe se existe estudo de redução da oferta de ônibus ou alteração tarifária motivada por dificuldades de custeio.
“Os trabalhadores têm direito de receber seus benefícios, e a população tem direito a um transporte que funcione. Vamos cobrar a responsabilidade das empresas e verificar se o Executivo cumpriu sua parte nos pagamentos, no planejamento e na fiscalização. A retomada dos ônibus não encerra essa apuração”, conclui.