Polícia Civil de Itu prende homem com ampolas de medicamento sem registro da Anvisa
Suspeito transportava Tirzepatida; investigação apura possível rede de distribuição ilícita
Imagem por Assessoria de Comunicação - Polícia Civil - Itu/SP e Texto por Assessoria de Comunicação - Polícia Civil - Itu/SP - 10/04/2026 às 14:02
- Atualizado 10/04/2026 às 14:02
Na quinta-feira, 9 de abril, a Polícia Civil de Itu, por meio do Setor de Investigações Criminais (SIG), prendeu em flagrante um homem suspeito de praticar o crime previsto no artigo 273, §1º-B, inciso I, do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
As investigações tiveram início após apreensões anteriores de medicamentos controlados e anabolizantes de origem estrangeira, sem registro sanitário e sem prescrição médica. A partir dessas ocorrências, os agentes apuraram que uma grande remessa de Tirzepatida, também sem registro na Anvisa, estaria a caminho da cidade para comercialização clandestina.
Com base em trabalho de inteligência policial, foi possível identificar o modo de transporte da carga. As equipes passaram a diligenciar nas imediações do km 74,5 da Rodovia SP-280 e, ao avistarem um veículo com as características levantadas, realizaram a abordagem.
Durante a ação, o investigado confessou espontaneamente que transportava medicamentos ilícitos em sua bagagem. Na revista, foram apreendidas 236 ampolas avulsas de Tirzepatida, além de 30 caixas contendo quatro ampolas cada, totalizando 356 unidades. Todos os produtos estavam desprovidos de registro sanitário e haviam sido introduzidos irregularmente no território nacional.
Segundo apurado, o valor de comercialização no mercado clandestino gira em torno de R$ 1.600 por conjunto de quatro ampolas.
O homem foi conduzido ao Plantão Policial, onde foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para apurar a possível participação de outras pessoas na aquisição e venda dos medicamentos, o que reforça indícios de uma atuação estruturada voltada à distribuição ilícita do produto.