Polícia de SP e CICV vão atuar para identificar desaparecidos
Trabalho com análise genética vai avaliar 300 ossadas
Imagem por Agência Brasil e Texto por Agência Brasil - 06/11/2026 às 16:42
- Atualizado 06/11/2026 às 16:42
A Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) firmaram, nesta quinta-feira (5), um acordo de cooperação para a identificação de 300 ossadas que estão sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) paulista.
O trabalho, segundo o governo do estado, será feito com utilização de análise genética e deverá auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas.
As informações obtidas nas análises serão utilizadas para a comparação com dados de familiares de pessoas desaparecidas, armazenados em bancos de dados genéticos.
Pessoas que tenham parentes desaparecidos há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do Instituto Médico Legal (IML).
Segundo a perita criminal Maria Paula Valadares, a cooperação permitirá ampliar a capacidade de processamento das amostras e contribuir para o avanço das investigações.
“A parceria representa um avanço importante no trabalho de identificação dessas ossadas. Com o auxílio do Comitê, poderemos ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, contribuindo para esclarecer suas identidades e fornecer informações que poderão auxiliar em futuras investigações”, destacou.
Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, o trabalho representa também uma forma de preservar a dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares.