Feriado de 7 de Setembro: 8 em cada 10 praias do litoral de SP estão próprias para banho

Com previsão de chuva, recomendação é aguardar 24 horas para entrar no mar, pois a água pode carregar esgoto, lixo e outros contaminantes

Feriado de 7 de Setembro: 8 em cada 10 praias do litoral de SP estão próprias para banho Imagem por Agência SP e Texto por Agência SP
  • 04/09/2026 às 14:27
  • Atualizado 04/09/2026 às 14:27
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Das 175 praias do litoral paulista, 144 estão próprias para banho, o equivalente a 82,3% do total, de acordo com o boletim divulgado nesta quinta-feira (3) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para orientar turistas e moradores durante o feriado prolongado de 7 de Setembro. As outras 31 praias, ou 17,7%, foram classificadas como impróprias e devem ser evitadas pelos banhistas.

No Litoral Norte, 83 das 98 praias monitoradas estão próprias, o equivalente a 84,7%. Entre elas estão Itamambuca, em Ubatuba; Martim de Sá, em Caraguatatuba; e Sino, em Ilhabela. Outras 15 estão impróprias.

Na Baixada Santista, 56 dos 72 locais avaliados estão adequados para banho, o correspondente a 77,8%. A lista inclui Enseada-Indaiá, em Bertioga; Iporanga, no Guarujá; e Praia da Divisa, em São Vicente. Outros 16 pontos não são recomendados para uso recreativo.

Já no Litoral Sul, todas as cinco praias monitoradas estão próprias para banho. Apesar do cenário favorável, a Cetesb alerta que as condições do mar podem mudar rapidamente após episódios de chuva. Mesmo que a praia esteja sinalizada com bandeira verde, a orientação é aguardar pelo menos 24 horas antes de entrar na água.

“Durante as chuvas, a água escoa pelas ruas e pelo solo e pode carregar lixo e outros resíduos para córregos, canais e, posteriormente, para o mar. Por isso, mesmo em uma praia classificada como própria, o mais seguro é aguardar 24 horas após uma chuva intensa”, explica Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb.

Os banhistas também devem evitar entrar no mar perto de rios, córregos, canais e saídas de água da chuva. Esses locais podem receber água contaminada e oferecer riscos mesmo quando o restante da praia está próprio.

 

Como é feita a análise

A Cetesb coleta amostras sempre nos mesmos pontos, na faixa de água mais utilizada pelos banhistas, e encaminha o material para análise laboratorial. O exame verifica a quantidade de enterococos, grupo de bactérias utilizado como indicador de contaminação fecal.

A classificação considera os resultados das cinco semanas mais recentes, conforme os critérios da Resolução Conama nº 274/2000. Uma praia é considerada imprópria quando:

  • duas ou mais amostras, entre as cinco analisadas, apresentam mais de 100 unidades formadoras de colônias (UFC) de enterococos por 100 mililitros de água;
  • ou a amostra mais recente apresenta resultado superior a 400 UFC por 100 mililitros.

A avaliação conjunta das cinco semanas permite identificar a tendência das condições da água e reduz o impacto de oscilações pontuais.

Os resultados são atualizados às quintas-feiras e podem ser consultados no site da Cetesb (cetesb.sp.gov.br) e no aplicativo Cetesb Mobile, disponível para Android e iOS. Nos 175 pontos monitorados, a classificação também é indicada por bandeiras: a verde sinaliza que a praia está própria para banho; a vermelha, que está imprópria.