Famílias com renda de até três salários mínimos podem obter cartas de crédito para 1º imóvel em 50 cidades

A participação é aberta a todos os interessados que se enquadrem nos critérios do programa

Famílias com renda de até três salários mínimos podem obter cartas de crédito para 1º imóvel em 50 cidades Imagem por Agência SP e Texto por Agência SP
  • 03/09/2026 às 16:36
  • Atualizado 03/09/2026 às 16:36
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A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) disponibiliza novas Cartas de Crédito Imobiliário (CCI) do Programa Casa Paulista para a aquisição de 10 mil unidades habitacionais em 50 municípios paulistas. O subsídio é destinado a famílias que desejam comprar o primeiro imóvel.

A nova etapa contempla mais de 140 empreendimentos, distribuídos em municípios da região metropolitana de São Paulo e das Regiões Administrativas de Araçatuba, Barretos, Bauru, Campinas, Central, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. A relação completa está disponível no site da SDUH: https://www.habitacao.sp.gov.br/habitacao

Os subsídios variam de R$ 10 mil a R$ 16 mil por unidade, de acordo com a localização do empreendimento. O benefício é destinado a famílias com renda mensal de até três salários para comprar o primeiro imóvel em empreendimentos autorizados pela SDUH, com financiamentos com recursos do FGTS operados pela Caixa Econômica Federal.

A participação é aberta a todos os interessados que se enquadrem nos critérios do programa e que tenham a habilitação aprovada pela Caixa, responsável pela concessão do financiamento habitacional. Os cidadãos podem verificar a lista de empreendimentos que contam com os subsídios e procurar diretamente as construtoras responsáveis pelos empreendimentos contemplados para conhecer os imóveis e verificar a disponibilidade, condições de financiamento e a possibilidade de utilização do subsídio.

Atualmente, a renda média mensal das famílias atendidas no CCI oscila entre 2 e 2,3 salários mínimos, dependendo da região do Estado. Quando avaliados os financiamentos do FGTS em geral, essa média chega até a 4,7 salários mínimos, comprovando a importância e o caráter social do programa. Trata-se de um importante mecanismo para, além do estímulo à construção de moradia, garantir que os imóveis sejam destinados a famílias que realmente precisam, evitando que pessoas com maior poder aquisitivo comprem as unidades e aluguem por preços maiores do que as parcelas, perpetuando situações de déficit habitacional.

O cadastramento dos empreendimentos que participam desta etapa foi realizado entre os dias 13 e 27 de agosto de 2026. Para participar, os empreendimentos deveriam ter contratação firmada com a Caixa Econômica Federal até 12 de agosto de 2026. A seleção considerou critérios estabelecidos pela SDUH, incluindo demandas municipais de maior vulnerabilidade socioeconômica, indicadores habitacionais e previsão de entrega das unidades.

Ao todo, serão destinados mais de R$ 132,7 milhões em subsídios estaduais para os imóveis contemplados na 10ª etapa do programa.