Sorocaba vive momento epidêmico da dengue

Saúde 03 fev / 2020 às 19:09

Após registrar 104 casos confirmados de dengue, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Saúde (SES), convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (3) para anunciar que a cidade vive um momento epidêmico da dengue. Diante da atual situação, o Poder Público também aproveitou para divulgar as ações imediatas que já acontecem e outras que serão feitas para enfrentar o problema.

Durante a coletiva, o secretário da Saúde, Ademir Watanabe; a médica infectologista e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Priscila Helena dos Santos; e a chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti, estiveram presentes para tirar dúvidas e realizar a apresentação do assunto à imprensa.

A justificativa dada para o momento epidêmico se dá pela curva de tendência, a partir do número de casos da doença em série histórica de 2009 até 2019, sendo excluídos os anos epidêmicos. Nas quatro últimas semanas, o órgão observou que a curva dos casos de 2020 está acima do limite superior da curva de tendência. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, quando a curva ultrapassa o limite superior de casos por quatro semanas consecutivas, considera-se momento epidêmico.

Além dos 104 casos de dengue confirmados (76 autóctones, 25 importados e 3 indeterminados), Sorocaba registrou dois casos de chikungunya. Não há casos de febre amarela e zika na cidade. Em relação à dengue, a concentração de casos ocorre na região do Jardim Rodrigo (Lopes de Oliveira, Jacutinga, Marcelo Augusto e Luciana Maria). O acúmulo dos casos também ocorre nos bairros Hortência e Simus.

Em resposta à situação, a Prefeitura já iniciou os preparativos para o ‘Dia D’ da dengue que será realizado no dia 8 de fevereiro e contará com a colaboração de servidores no objetivo de conscientizar e sensibilizar a população sobre o assunto. Neste dia também haverá trabalhos técnicos como visitas casa a casa e arrastão de criadouros nas áreas mais críticas da cidade. Mais detalhes deste evento ainda serão divulgados à imprensa no decorrer dos próximos dias.

O secretário da Saúde, Ademir Watanabe, também informou sobre a organização de um futuro encontro em Sorocaba entre as cidades próximas para discutir sobre o tema dengue e também trocar experiências no combate do mosquito. “Estamos organizando um simpósio entre as cidades vizinhas para que possamos nos unir nesse combate e realizar uma ação mais efetiva”, comenta o secretário.

A volta do inseticida Malathion

Após oito meses sem receber o veneno do Ministério da Saúde, Sorocaba recebeu na última quinta-feira (30), 100 litros do inseticida Malathion. A informação foi confirmada em coletiva pela chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti. O veneno é usado para a nebulização feita pelos agentes e pelo caminhão de fumacê, somente ao redor de casos positivos de dengue e aglomerados de casos, respectivamente. O veneno tem o objetivo de eliminar as fêmeas infectadas com o vírus.

“A quantidade não é suficiente e por este motivo, estamos usando de forma estratégica nos locais mais críticos da cidade. A previsão é que semana que vem a região de Sorocaba receba mais 200 litros do veneno”, explica Thais.

Ações da Zoonoses realizadas no mês de janeiro

Até o dia 28 de janeiro, 35.110 imóveis da cidade foram visitados pela Zoonoses nas seis áreas do município (centro norte, centro sul, leste, noroeste, norte, sudoeste). Um total de 4.549 recipientes foram encontrados dentro dos imóveis visitados com água, portanto, estavam prontos para criar o mosquito.

Foram removidos até o momento 60 toneladas de criadouros na cidade. Além disso, foi intensificado o trabalho da Zoonoses aos sábados, e aumentado o número de caminhões de arrastão de dois para três.

Destes, 584 recipientes estavam com larvas de mosquito, espalhados em 267 imóveis. Ou seja, vários imóveis tinham mais de um recipiente com larvas de mosquito, inclusive as casas dos pacientes positivos para dengue, que não cuidaram dos seus quintais.


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