24 Horas? População afirma não conseguir atendimento no Caps AD III no Período Noturno

Saúde 07 fev / 2014 às 11:41

Segundo os responsáveis pela unidade no período noturno, usuários e familiares procuram acolhimento durante a noite e de madrugada, mas serviço só é realizado de portas abertas das 7 às 19 horas, como prevê portaria do Ministério da Saúde

 

Um erro de interpretação. É assim que os responsáveis pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (Caps AD III), no período noturno, definem o problema enfrentado por dependentes químicos que procuram a unidade em busca de acolhimento à noite ou de madrugada e não conseguem ter acesso ao tratamento oferecido. A informação foi divulgada durante a visita da Comissão de Dependência Química da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Rodrigo Manga (PP), na quarta-feira (5).

Acompanhado dos vereadores Luís Santos (Pros) e Saulo do Afro Art´s (PRP), o presidente da comissão esteve na unidade para fiscalizar o tratamento dado aos usuários de drogas e averiguar a reclamação de munícipes que afirmavam não conseguir atendimento no Caps AD III no período noturno. “O que ocorre é um erro de interpretação sobre o fato de o Caps III ser um serviço que funciona 24 horas por dia, o que de fato acontece. Porém, nós realizamos o acolhimento de dependentes químicos apenas das 7 às 19 horas e, a partir desse período, a equipe se dedica ao tratamento dos usuários de drogas que já estão instalados na unidade”, explica o enfermeiro responsável pelos plantões noturnos, Eulito dos Santos Pires Júnior.

O horário de funcionamento do Caps AD III de Sorocaba segue as regras determinadas pela portaria do Ministério da Saúde, que prevê atenção contínua às pessoas com necessidades relacionadas ao consumo de drogas 24 horas por dia, mas que faz o acolhimento de novos casos, inclusive aos finais de semana e feriados, apenas das 7 às 19 horas. Segundo o enfermeiro responsável, isso não quer dizer, no entanto, que as pessoas que procuram ajuda no período noturno fiquem sem atendimento. “Aqueles que buscam o tratamento oferecido pela unidade e o fazem à noite ou de madrugada são encaminhados para o Pronto Atendimento da zona norte até o primeiro horário de funcionamento do Caps, pela manhã”.

Durante sessão realizada nesta quinta-feira (6), na Câmara, o presidente da comissão de Dependência Química falou sobre o erro de interpretação em relação ao funcionamento do Caps. “Foi divulgado, inclusive no Jornal do Município, que a unidade atende os usuários de drogas, de portas abertas, 24 horas por dia. Isso permitiu que a população fosse enganada sobre o atendimento no Caps, uma vez que, hoje, quem procura a unidade à noite ou de madrugada encontra o portão fechado”, afirmou Manga.

O vereador elogiou, ainda, a dedicação e o trabalho dos profissionais da unidade, mas destacou que as regras do Ministério da Saúde precisariam ser mais abrangentes para melhor atender os dependentes químicos. “O atendimento do Caps é ótimo, porém, não fecha o ciclo da rede, uma vez que não acolhe as pessoas que buscam tratamento à noite ou de madrugada, horários estes em que muitos usuários de drogas procuram ajuda. Algo, à nível nacional, precisa ser feito para solucionar essa defasagem”, declara o presidente da comissão.

Além dos parlamentares que participaram da visita noturna ao Caps, a Comissão de Dependência Química também é formada pelos vereadores José Crespo (DEM), Waldomiro de Freitas (PSD) e Pastor Apolo (PSB).

Realizando tratamento ambulatorial, acompanhado por uma equipe multidisciplinar, o Caps AD III está localizado na rua Professor Júlio Pinto Ferreira, 1422 – Vila Angélica.  


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