Projeto de troca de cartas aproxima crianças de Sorocaba e Araçoiaba

Educação 08 nov / 2019 às 15:07

Depois de meses num processo de comunicação escrita em papel, as crianças vão se encontrar para se conhecer e celebrar a amizade e o aprendizado, por meio de cartinhas.

Alunos do 4º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Profª Maria Mizue N. Florenzano”, de Araçoiaba da Serra, que durante um ano trocaram cartas com estudantes do 5º ano da Escola Municipal “Prof. Paulo Fernando Nobrega Tortello”, localizado no Parque das Laranjeiras, em Sorocaba, vão conhecer os “amigos” por correspondência na próxima segunda-feira, dia 11, por volta das 14h30.

A visita é resultado do projeto “Trocando Cartas”, desenvolvido pela professora Melissa Baccelli Michelacci, ao longo deste ano,  pensando no resgate do recurso da carta para estreitar amizades, além de permitir que os alunos pudessem opinar, por meio de “Carta do Leitor”.

Didaticamente, o projeto ainda buscou uma reflexão acerca do uso e importância da Língua Portuguesa, enquanto ferramenta do desenvolvimento da leitura e da escrita. “Diante da tecnologia, percebi a grande necessidade de as crianças terem contato com gêneros, como o bilhete e cartas, que caíram em desuso para muitas pessoas”, contou a docente em sua justificativa para apresentação da proposta.

Melissa Michelacci começou o ano letivo apresentando às crianças o gênero bilhete e percebeu que seus alunos do quinto ano desconheciam as características que o regem, assim como não tinham condição de explicar a diferença entre ele e uma carta. “Montamos um painel de trocas de bilhetes na sala. A carta combinamos que trocaríamos com a minha turma da manhã, em Araçoiaba da Serra”, contou.

Para envolver os 47 estudantes – 27 dos quais de Sorocaba, estimulou primeiro o compartilhamento de experiências ao longo do mês de fevereiro e deu início, então, à troca de cadernos de perguntas e relatos.

Segundo Melissa, o resultado foi que as crianças deram um novo passo na interpretação, na habilidade e reconhecimento de gêneros textuais e que, na vida escolar, faz toda a diferença; “não apenas no escrever, mas no falar, interpretar e se expressar”, completou.


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