Comissão encontra atendendo apenas um dos seis médicos da escala da UBS do Lopes de Oliveira

Saúde 04 abr / 2016 às 18:11

Dos seis médicos que deveriam estar atendendo na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Lopes de Oliveira, localizado na região da Vila Helena, apenas um estava em atividade. A situação foi constatada pela Comissão de Saúde da Câmara de Sorocaba em visita surpresa realizada na manhã desta segunda-feira (04).

Conforme o documento anexado à parede, que mostra os médicos que estão atendendo em determinado horário, um está em férias e outro está afastado por problemas médicos. Outros três médicos deveriam atender entre as 8h até as 17h. Um quarto médico deveria atender das 8h até as 11h. “Infelizmente falta de tudo. De seis médicos, há apenas uma trabalhando. Há uma série de problemas. Ouvimos depoimentos alarmantes da população”, afirma Ezídio, que é presidente da Comissão. “Quando um médico pede licença, ou quando vai fazer um curso, como disseram que é o caso aqui, você precisa repor essa falta”, lembra.

Outros problemas também foram constatados na unidade, como superlotação, e problemas com a marcação de consulta. “Há limitação no atendimento do trabalho odontológico, o não encaminhamento de exames, o não encaminhamento de cirurgias”, ressalta o vereador. “Faz mais de dois anos que estou tentando marcar o cateterismo”, afirma Amélia Sueli de Oliveira, que tem câncer e aguarda também há oito meses por uma colonoscopia. “Já passei no médico quatro vezes no médico e ele espera o cateterismo”, desabafa.

Outra situação se refere a marcação de consulta com ginecologista. “Moramos tão perto do posto e temos que ficar nos deslocando atrás do ‘Ônibus da Mulher’. É complicado”, afirma Cleuza Luzia do Carmo, que também mora na Vila Helena.

No banheiro da unidade usado pela população não havia papel higiênico e papel toalha. Um papel na parede avisava que não havia água na pia do banheiro masculino. 

A visita surpresa do vereador não foi acompanhada pela coordenação da unidade. A responsável afirmou não ter autorização da Secretaria de Saúde. A Comissão, que ficou na unidade de saúde até às 9h, deve emitir um relatório sobre a situação. “Vamos apresentar para a Câmara e vamos estudar medidas judiciais sobre o caso”, termina Izídio. 

 


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