José Simões e os desafios da educação municipal

Educação 03 nov / 2014 às 17:35

José Simões de Almeida Junior é o titular da Sedu (Secretaria da Educação de Sorocaba). Como não poderia e nem deveria ser diferente, o município tem vital importância na evolução da educação, ainda mais em se tratando dos pilares básicos da formação.


José Simões tem pressa em falar das metas da educação municipal. “Em termos de metas da educação, temos vários parâmetros. Dentro do plano nacional de educação, essas metas, se já não foram atingidas, estamos para atingir. O município de Sorocaba é vigoroso quando se diz em metas de educação. E isso não é mérito desse secretário. É um conjunto de ações que vem sendo tomadas ao longo do tempo. É um enorme desafio, ainda mais com uma cidade com indicadores tão grande”, lembra o secretário.

“Nós estamos muito bem em termos de indicadores macros. Temos as nossas seis diretrizes curriculares. Nelas, nós apontamos para onde queremos chegar.  Desde quando nós chegamos aqui em agosto de 2013, quando a gente terminou, já havíamos cumprido as metas. A educação de Sorocaba está em um momento de expansão, que as vezes traz alguns problemas como no caso em que a gente colocou duzentos novos professores, o que muda a situação. Não consigo colocar os professores num mesmo local para uma reunião”, diz o secretário. “As entidades educacionais têm sua autonomia. Pais, professores, diretores e crianças é que mandam na escola. Temos uma equipe de gestão e não de interferência direta”, esclarece.

“Nós trabalhamos na secretaria com programas e projetos.” Programa Escola Viva, ou escola de tempo integral, com bebeteca, Oficina do Saber, musicalização e Clube da Escola fazem parte dos programas desenvolvidos no município. “É tudo aquilo que se faz além do turno normal da escola”, lembra o secretário. “Tudo isso engrandece os nossos alunos, mas não substitui o que eles precisam aprender nas disciplinas regulares como matemática, português e ciência”, ressalta.

Atualmente há 187 prédios na cidade, contando com as unidades da Oficina do Saber. São 50 mil alunos esse ano, com expectativa de 54 mil no ano que vem.

“O maior desafio é a formação continuada. O segundo desafio é o planejamento estratégico e a administração escolar”, destaca Simões. Ao menos mil alunos ainda continuam com a rede estadual de educação, porém a expectativa de quem em breve esse número chega a zero. “É mais fácil de resolver os problemas. O secretário está fila do pão, coisa que o Hermam (Herman Jacobus Cornelis, secretário estadual de educação) não pode fazer”, lembra.

 

Zona Norte

A Zona Norte possui uma visão à parte, conforme Simões. “A Zona Norte é importantíssima. Ela ainda está encontrando a sua identidade. A região é um cruzamento de identidades. Hoje a gente tem uma situação em que a região sinalizava um crescimento, mas que aconteceu muito rápido. Quando você começa a perceber do ponto de vista de educação, tem uma energia muito grande. É um lugar de contradição. Os equipamentos de educação levam ao menos três anos para se concretizarem. Tem todo um planejamento, além de outras fases. Não se consegue dar rapidez para obras que acompanhem o crescimento. Os nossos equipamentos estão todos lotados. Não tem folga”, relata.

A inclusão também é primordial na execução dos projetos educações dos municípios, de acordo com Simões. “Temos o Programa escola digital como o Sabe tudo, além de praticamente todas as escolas com lousa digital. É um case nacional. Nós temos formação dos professores todas as semanas. Só estamos avançamos e nem tem como retroceder”, finaliza.

 


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