Seminário esclareceu dúvidas sobre Residência Inclusiva

Sorocaba 09 nov / 2019 às 11:56

O evento apresentou o conceito da modalidade de acolhimento, por meio de práticas bem-sucedidas em Bauru

A Prefeitura de Sorocaba, buscando o aperfeiçoamento na questão da inclusão e assistência social de Pessoas com Deficiências (PcD), realizou na manhã desta sexta-feira (08) o 1º Seminário Municipal de Residência Inclusiva. O evento ocorreu no Salão de Vidro do Paço Municipal, com o objetivo de apresentar o projeto a partir de exemplos de boas práticas, esclarecendo, assim, as dúvidas quanto a esse trabalho.

Com palestras, apresentações culturais e debates, o seminário teve como convidados especiais representantes do município de Bauru, referência neste tipo de serviço que é respaldado na resolução 109 do Conselho Nacional de Assistência Social, de 2009. Rose Orlato, diretora do Departamento de Proteção Especial de Bauru, contou que as Residências Inclusivas são lares como qualquer outro. Os acolhidos vivem como família, fazendo atividades rotineiras e , justamente a partir disso, “ é trabalhada a independência, inclusão social e profissionalização.”

De acordo com Anderson Reis, representante da Aelesab – Programas de Integração e Assistência à Criança e Adolescente, uma articulação entre as prefeituras levou representantes de Sorocaba a uma visita às Residências Inclusivas. “Queremos trocar experiências”, indicou. Mesma situação levantada pela Coordenadora de Desenvolvimento Social da Pessoa com Deficiência, Sandra Mara de Moraes, que ressaltou sobre a tentativa de implantar esta modalidade na cidade desde 2013, “este seminário é um passo importante para Sorocaba”, disse.

Residência Inclusiva

O programa é uma modalidade de acolhimento de alta complexidade que compete cuidar de jovens e adultos de 18 a 59 anos, que tenham algum tipo de deficiência e cujos laços familiares foram rompidos por perda ou violação de direitos. Segundo Orlato, os acolhidos são acompanhados por psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

O “Residência Inclusiva” faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. São imóveis com acessibilidade e que oferecem moradia e assistência especializada por 24 horas aos assistidos portadores de deficiência, em situação de dependência e vulnerabilidade social. Os serviços são mantidos por recursos dos Governos Federal, Estadual e Municipais e operacionalizados por meio de parcerias com entidades.

Juliana Brito, chefe da Divisão de Proteção Especial, da Secretaria de Igualdade e Assistência Social, disse que este tipo de acolhimento deverá ser implantado em Sorocaba em 2020, tendo em vista a ação civil pública julgada como precedente desde 2016. Segundo o Defensor Público do Estado de SP, da Regional de Sorocaba e do Núcleo Especializado dos Direitos da Pessoa Idosa e com Deficiência, João Paulo Santana, trata-se de um projeto de extrema importância, visto ser um serviço de acolhimento daquelas pessoas que dispõem da autossustentabilidade. O que torna fundamental o atendimento e apoio do poder público que, em situação de emergência, recorre às entidades que cumprem o mesmo papel da “Residência Inclusiva”. “A Defensoria ajuizou ação civil pública em 2016, julgada precedente, determinando a construção das residências inclusivas. Neste contexto, este seminário de mobilização serve para a apresentação do serviço às entidades que queiram executá-lo”, enfatizou pedindo para que a cooperação e o diálogo entre os órgãos envolvidos seja feito de forma ágil, a fim de implementar o programa o mais rápido possível.

Para o titular da Sias, Paulo Soranz, há uma dificuldade em se reconhecer que jovens perto de completar a maioridade não tenham uma assistência para fazer a transição para uma vida adulta e autônoma. “É difícil reconhecer que pessoas em situação de rua não possam ter oportunidade para migrar desse ambiente para uma outra realidade”, disse. Soranz manifestou sua satisfação em participar do evento e poder apresentar programas como o Entre Laços e, em breve, a Família Acolhedora, que cumprirão com a tarefa que cabe ao município.

Estiveram presentes ao evento o diretor da DRADS Sorocaba, Luciano Ribeiro, Conselho da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida, representantes da área de assistência social de cidades da Região Metropolitana de Sorocaba e da Câmara Municipal.

Para acompanhar a implementação do projeto, ou obter mais informações, basta entrar em contato com o Centro de Convivência da Pessoa com Deficiência (CCPcD), pelo telefone (15) 3224-4636, ou ir diretamente à Rua João Gabriel Mendes, 351, na Vila Gabriel. A Secretaria de Igualdade e Assistência Social, também está à disposição na rua Santa Cruz 116, no Centro, ou pelo telefone (15) 3212-6900


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