Obras do BRT já causam desemprego no comércio da Itavuvu

Economia 18 jul / 2019 às 21:21

De acordo com a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas no primeiro trimestre de 2019 o país registrou uma taxa de desemprego de 12,7%, o que corresponderia a 13,4 milhões de desempregados. Neste mesmo contexto, comerciantes da zona norte já se preocupam se conseguirão manter todos os postos de trabalho diante dos impactos do BRT.
Afetado com a obra que avançou e chegou em frente a sua loja, o dono de uma megaloja de utilidades já cogita dispensar metade dos seus funcionários, caso as vendas não voltem ao normal. “Vou ter que demitir 50% do quadro de funcionários para aliviar as despesas, mas outras despesas fixas não conseguimos reduzir, portanto se nada for feito a curto prazo para melhorar a situação atual não sei se vou conseguir manter a loja aberta até o final da obra,” cogita Carneiro.
Outro empresário que não conseguiu resistir ao momento de crise econômica foi o empresário Procópio Batista. Dono de um Autoposto ele já demitiu cinco funcionários e ainda pode realizar novas baixas. “Do jeito que eles estão fazendo as empresas vão fechar. Eu estou mandando todos os meus funcionários embora, já foram cinco despedidos até agora, e vou ter que mandar mais gente embora,” enfatizou Batista.
A professora de economia explica que com aumento do desemprego todo o município pode ser afetado economicamente. “Se as demissões forem altas, é bem possível que isso gere um impacto negativo na cidade como um todo. Pois, menos pessoas trabalhando significa menos pessoas consumindo, o que pode ocasionar um problema financeiro em outros setores,” alega a economista, que complementa, “a não ser que essa mão de obra seja absorvida por outras empresas, o que no cenário econômico do país atual, eu acho difícil.”
Os problemas de curto prazo são os mais preocupantes e podem afetar outras áreas da cidade, como elenca Mabel Diz Marques. Para a economista, além da economia, a saúde e educação também podem sentir os problemas causados pelas obras. “A mobilidade urbana tem importante função como instrumento do exercício da cidadania, na medida em que viabiliza a realização de amplos objetivos econômicos e sociais,” explica.
Durante as discussões da Audiência Pública sobre os impactos negativos no comércio, uma das pautas levantadas por diversos empresários era justamente a certeza de ter que demitir novos funcionários, caso a situação não seja revertida a curto prazo.


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