SES esclarece a população quanto ao uso do Tamiflu

Saúde 21 abr / 2016 às 17:42

A Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba esclarece à população que a distribuição do medicamento Oseltamivir – o popular Tamiflu -, nas unidades de Saúde da rede municipal, ocorre exclusivamente para tratamento de pacientes com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou dos grupos prioritários com Síndrome Gripal (SG), como gestantes, idosos, crianças menores de 5 anos, portadores de doenças crônicas e imunodeprimidos, puérperas e a população indígena.

A aquisição do Tamiflu é realizada pelo Ministério da Saúde e cabe ao Estado a redistribuição aos municípios. Esse tipo de medicamento não está disponível nas farmácias e só é distribuído nas unidades de saúde, mediante prescrição médica. “Ocorre que há muita desinformação. Tem gente indo no posto de saúde para pedir o medicamento para tratar de algum parente em casa, sem saber direito se a pessoa tem gripe, resfriado ou outra enfermidade cujos sintomas são parecidos”, enfatiza o diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES, Rafael Reinoso.

Os médicos da rede municipal foram capacitados a receitar o Tamiflu de forma criteriosa, conforme especifica protocolo de atendimento que estabelece classificação de risco e manejo de pacientes de SRAG e SG. “Outra coisa é que o uso indiscriminado desse medicamento pode tornar o vírus da gripe mais resistente aos efeitos do Tamiflu. Sem contar que a prescrição sem critérios ainda pode favorecer o desabastecimento da rede, cuja falta pode prejudicar aqueles pacientes que realmente necessitam desse remédio”, explica Rafael.

Na rede municipal de saúde de Sorocaba, o Tamiflu está disponível nas 31 UBSs; na Policlínica Municipal de Especialidades; Serviço de Atendimento Municipal Especializado (Same); Pronto-Atendimento (PAs) Laranjeiras, Brigadeiro Tobias e São Guilherme; Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Éden; Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) Zonas Norte, Leste e Oeste; além de demais serviços que atendem a pacientes na rede. “Fora a quantidade nas unidades, temos ainda o medicamento em estoque. Mesmo assim, fizemos a solicitação de um novo lote ao Governo do Estado”, adianta a chefe da Divisão de Assistência Farmacêutica da SES, Joseane Cristina Dias Gomes Pereira.

 

Tamiflu e indicações

Chefe da DVE/SES, Renata Guida Caldeira destaca que o Tamiflu não é um antigripal e, sim, um dos únicos medicamentos capazes de atuar contra o vírus Influenza, causador de gripes como a H1N1. “Geralmente, é receitado para os casos graves e com real probabilidade de evoluírem para quadros mais sérios, inclusive, com possibilidade de morte do paciente. No caso de SRAGs, o paciente ainda costuma receber antibiótico, hidratação venosa e oxigenação monitorada, além de exames complementares”, reiterou.

Frisa ainda que os pacientes com Síndrome Gripal, mas que não se encaixem nos grupos de risco, devem ser orientados a retornar ao serviço de saúde em caso de piora do quadro clínico, para passar por reavaliação quanto aos critérios de SRAG ou outros sinais de agravamento. Cerca de 90% dos casos de gripe evoluem para a cura espontânea. “Tem ainda o fato de que a gripe é uma doença autolimitada, que dura de 4 a 7 dias”.

A recomendação ao munícipe é que procure por atendimento na rede básica de saúde, o mais rápido possível, em caso de constatação de febre alta (acima de 38 graus) de início súbito, acompanhada de tosse e dor de garganta, e ainda falta de ar ou dores musculares ou nas articulações. “Esse é o quadro de gripe, que pode virar uma síndrome grave se não tratada a tempo”, alerta Renata. Os casos de SG não são de notificação compulsória às autoridades de saúde, ao contrário das SRAGs.

 


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