Dr. Ricardo Proto comenta a importância da ética entre os profissionais da cirurgia plástica

Saúde 22 nov / 2014 às 11:49

Dr. Ricardo Proto é atualmente um dos cirurgiões plásticos mais requisitados e conhecidos na região. Natural de São Paulo, o médico adotou Sorocaba como sua segunda casa, onde atua desde 2009.

“Desde o primeiro ano de medicina decidi que queria algo cirúrgico e comecei a acompanhar as cirurgias plásticas, já no segundo ano. Fiz vários trabalhos acadêmicos na faculdade voltada à área, alguns até premiados”, diz sobre como descobriu o amor pelo segmento médico.

O cirurgião plástico, que tem mais dois irmãos na área médica, considera a ética e a responsabilidade como os pilares da profissão. Ricardo cita a importância do respeito com relação os limites impostos em qualquer circunstância da vida. “A partir do momento em que você perde o medo, o limite das coisas, você acaba por tabela perdendo o bom senso. O mais importante na minha especialidade é não menosprezar qualquer um desses limites. Mesmo que seja algo que teoricamente não teria riscos, como uma cirurgia simples, mas que pode haver complicações. Você precisa respeitar”, adverte.  “É preciso respeitar todo o tipo de procedimento e ser sempre um cirurgião de bom senso”, acrescenta.

Para Ricardo Proto, a conversa antes de qualquer procedimento, é quase uma consulta psicológica, é obrigatória e de extrema importância.  “É preciso ter uma conversa antes com o paciente. Você vê as expectativas que a paciente tem com relação ao procedimento, que são inúmeros e muitas vezes inatingíveis, porque muitas vezes a paciente tem uma artista, uma modelo, como parâmetro de beleza. Mas a gente precisa sempre respeitar os limites anatômicos. Cada corpo vai reagir de maneira diferente. Então, dentro dos objetivos dos pacientes, você tem que lutar para realizar o resultado mais próximo e cabível”, ressalta.

“Essa conversa é muito ampla na primeira consulta e dura de quarenta minutos a uma hora. Nesse primeiro contato é preciso expor os limites.  Expor que algumas modificações não são compatíveis anatomicamente”, continua. “Precisamos evitar os exageros da cirurgia plástica que há por aí”, enfatiza.

Ricardo ainda dá destaque para a banalização da cirurgia plástica, além do procedimento ser feito por profissionais sem a devida formação. “O risco existe em todo procedimento cirúrgico. Por isso, é preciso tomar todo cuidado com a banalização da cirurgia plástica.”, diz. Conforme o médico, 97% dos procedimentos onde ocorrem acidentes são em cirurgias plásticas que não são realizadas por cirurgiões plásticos,  segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Hoje, existe um curso no Brasil que se chama medicina estética, que dura um ano. Só que é uma especialidade que não é liberada pelo Conselho Regional de Medicina”, diz o médico que faz todos os procedimentos de cirurgia plástica exceto implante capilar.

Uma das recomendações é pesquisar se o médico é membro da sociedade brasileira de cirurgia plástica no site da entidade www.cirurgiaplastica.org.br.

A atualização para profissionais da área é imprescindível, conforme lembra Ricardo. “Nós temos obrigações de estarmos atualizados. Essas atualizações são feitas de várias formas, como a participação em congressos”, afirma.

A dica, sempre, segundo médico, é fazer tudo com responsabilidade e amor. “A minha satisfação com o resultado só existe se a paciente estiver plenamente satisfeita. O segredo é fazer as coisas com amor. É assim que sempre faço”, termina Proto. 

 


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