Alunos do Objetivo Sorocaba estão na fase final do projeto Miniempreendedor

Educação 02 dez / 2014 às 09:53

Os alunos do Ensino Médio do Objetivo Sorocaba que participam do projeto Miniempreendedor estão na fase final do desafio. O planejamento começou em 20 de agosto e seguirá até o fim de novembro. A intenção é fazer com que os estudantes saibam quais são os procedimentos para montar uma companhia e consigam administrá-la, adquirindo experiência prática em economia, negócios, organização e operação. Para complementar, haverá uma feira de exposição com as miniempresas em 15 de novembro, no Shopping Eldorado, em São Paulo.

A responsabilidade pela metodologia de procedimentos empresariais usados pela escola é da Junior Achievement. Seu coordenador de projetos, Lucas Lujan, visitou a unidade Zona Norte em 4 de novembro a fim de verificar como estavam as produções e estruturas da Essence Saboneteria Ateliê.

“Estou aqui para ajudar o pessoal, que está concorrendo com outras 27 miniempresas do projeto no estado de São Paulo”, explica. Entretanto, não há eliminação no processo, mas sim uma classificação das companhias com melhor estrutura, o que acontecerá no fim deste mês. “Está funcionando tudo muito bem. Porém, ainda preciso avaliar as planilhas, que serão enviadas para mim via e-mail”, completa.

A presidente da Essence, Thaísa da Rocha, aluna da 1ª série, diz que, no início, os estudantes pensaram em produzir velas neon ou casinhas de pneus para pets. No entanto, após um brainstorm, foi decidido produzir sabonetes. “A mãe de uma integrante do nosso grupo sabia fazer este produto e nos ensinou. Assim, tudo ficou mais fácil”, explana.

Além disso, os miniempreendedores fizeram uma parceria com o Armazém Peter Paiva – A Casa do Sabonete, de Sorocaba, e conseguiram os itens para fabricação por um preço mais baixo. A Essence tem quatro diretores, que gerenciam as seções de recursos humanos, marketing, produção e finanças, e um presidente. A eleição ocorreu após uma assembleia.

Os setores precisam produzir um relatório e demonstrá-lo ao coordenador de projetos. “O relatório financeiro é muito difícil de fazer. Por isso, estamos auxiliando”, observa o professor de gestão de pessoas e logística, Alexandre Polato de Arruda. Cada miniempresa é acompanhada por quatro profissionais voluntários, e Arruda é um deles.

 

O projeto

Para começar, os alunos tiveram de comprar uma ação da companhia e vender outra, sem a existência de sócios majoritários. “Comercializamos aos parentes, vizinhos, pessoas na rua. A partir disso, pudemos comprar os itens necessários”, conta Thaísa. A meta é vender 600 sabonetes.

 

Unidade Centro fez feira de exposição

Já na unidade Centro, houve uma feira de exposição, em 5 de novembro, de um produto de suporte de notebook da empresa Enjoy. Após um brainstorm, foram eliminadas várias ideias de bases de sustentação, de acordo com a presidente Lucília Gabriel Araújo, da 2ª série. Ela menciona que o projeto e as medidas para confeccionar o item foram experimentais, com buscas na internet. “Concluímos as atividades com sucesso. Nós mesmos testamos e gostamos”, brinca.

Para a produção, eles alugaram a sala de artes, local onde os alunos se reúnem semanalmente. “Mas só isso não dá conta. Até criamos um grupo no WhatsApp para nos mantermos em contato”, destaca a presidente, que ainda relembra a meta de vender 150 suportes.

No processo de fabricação, a equipe da Enjoy utiliza equipamentos de proteção individual, como luvas, protetores auriculares e máscara, na montagem dos produtos. Os alunos também terceirizam a pintura, dando um melhor acabamento. “Podemos fazer esse processo de terceirização em até 30% da mercadoria”, revela Lucília. 

 


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