Mesmo após determinação do TRT Sorocaba continua sem transporte público

Trânsito 24 mar / 2020 às 18:15

O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região de Campinas emitiu, nesta terça-feira (24), uma decisão determinando o retorno imediato do transporte público em Sorocaba, contudo a cidade segue sem linhas de ônibus.
De acordo com a Urbes Trânsito e Transporte, o Sindicato do Rodoviários de Sorocaba e Região segue desobedecendo a ordem judicial sobre o restabelecimento do serviço.
A desembargadora relatora, Rosemeire Uehara Tanaka, que concedeu a liminar determinando a disponibilização de 60% da frota em horários de pico, ou seja, das 5h às 8h e das 17h às 20h, e 40% da frota no restante do dia, atendendo assim a necessidade da população que precisa se deslocar, especialmente aos profissionais que trabalham em serviços essenciais das áreas da saúde, segurança pública e abastecimento.
Em caso de descumprimento da decisão judicial, a magistrada também determinou uma multa diária no valor de R$ 50 mil a frente sindical. A quantia ainda pode ser reajustada diante de possíveis prejuízos ao patrimônio público.
O sindicato foi questionado sobre o retorno das atividades e informou que ainda não foi notificado oficialmente. “O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, até o momento, não foi notificado sobre qualquer decisão da Justiça em relação à paralisação no transporte urbano de Sorocaba,” afirmou em nota a categoria.
Uma das alegações feita pela empresa de transportes de Sorocaba é de que o sindicato não teria avisado com antecedência sobre a paralisação. Em resposta, a entidade garante que a Urbes foi oficiada a última quinta-feira (19). “Ao contrário do que o Poder Público de Sorocaba vem divulgando à imprensa, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região informa que notificou as empresas de transportes, em prazo de 72 horas, sobre a possível paralisação total dos trabalhadores em transportes caso ocorresse o agravamento na proliferação do Coronavírus (Covid-19),” defendeu-se o sindicato.
O Jornal Z Norte questionou os representantes do sindicato, pedindo pela publicidade do documento de aviso da paralisação. Contudo, não obtivemos respostas até o momento desta publicação.


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