ESPECIAL GCM 31 ANOS – Unidos pela genética e a farda azul

Sorocaba 05 dez / 2018 às 17:21

A história dos 4 irmãos GCMs de Sorocaba

Todos os dias de plantão, Josué Rosa, 48, veste a mesma farda azul da Guarda Civil Municipal de Sorocaba e estampa no rosto o mesmo sorriso de menino, que um dia sonhou em ser símbolo de proteção. Quando criança, Josué já exercia esse papel de cuidar dos irmãos, sentia-se o guardião deles. Aos 12 anos, Josué diz ter decidido que um dia trabalharia para proteger os moradores da sua cidade. “Eu olhava os guardas em qualquer lugar que ia com meus pais em Sorocaba e achava bonito, via como uma profissão que poderia ser útil à sociedade”, explica.

Há 29 anos, o sonho do menino Josué virou realidade, quando ele passou no concurso da GCM de Sorocaba. Na formatura de Josué estavam os outros 9 irmãos, mas três deles embarcaram no sonho de vestir a mesma farda azul.

Três anos depois, Josias Rosa, 45, e J. Filho Rosa, 50, prestaram o mesmo concurso e a família Rosa começou a crescer na GCM.

Voltando à formatura de Josué, em 1989, a irmã, Magali Rosa, tinha apenas 10 anos na época quando viu o irmão receber o diploma vestindo uma farda azul impecável. “Os meus olhos brilharam muito, me encantei com a disciplina que já se via na formatura e nunca me esqueço da primeira vez que vi meu irmão de farda. Em minha memória, guardei aquela cena pra sempre”, conta Magali.

Há seis anos, Magali também passou no concurso para a GCM de Sorocaba. Estava formado o quarteto dos irmãos Rosa, vestindo a farda azul, sempre seguindo os passos do irmão Josué. “A admiração e respeito pelo meu irmão sempre foi grande dentro de nossa família e o que já acontecia em casa, hoje permanece dentro das nossas atividades como guarda”, diz o GCM Josias, emocionado.

O trabalho na GCM

Os quatro irmãos trabalham em postos diferentes. O GCM Josué, o mais velho, atua na patrulha de trânsito, o GCM Josias, na justiça eleitoral, o GCM J. Filho Rosa, no Parque das Águas e a GCM Magali, no Terminal Santo Antônio.

O quarteto de irmãos nunca trabalhou na mesma equipe, mas em alguns eventos da cidade, se encontraram fazendo a segurança da população.

Na família, as histórias de trabalho como GCM se multiplicam. Nos almoços de domingo eles trocam informações e emoções que vivem no trabalho. Entre elas, Magali se lembra, do dia em que parou para contar para o irmão GCM Josué sobre suas primeiras experiências como guarda e o peso de vestir essa farda. “Eu ainda estava em processo de estágio, quando uma mulher carregando o filho no colo se aproximou de mim no Terminal Santo Antônio e pediu que eu segurasse o filho dela, porque precisa ir ao banheiro. Era a primeira demonstração que chegava a mim do quanto a população confia no trabalho do Guarda Civil Municipal. Aquela mulher sentiu tranquilidade em entregar o bebê dela em meus braços”, conta a GCM Magali com o sorriso no rosto.

Em 29 anos de Guarda Civil, Josué também já dividiu dezenas de histórias com a família. Quando perguntamos o por que os quatro irmãos parecem ter o mesmo brilho no olhar para falar do trabalho que exercem, a resposta vem resumida na fala emocionada do veterano. “Nós temos orgulho de vestir essa farda, porque não fugiu do nosso modo de vida, de como fomos criados por nossos pais. Aqui, temos que seguir as mesmas condutas que conhecemos em nossa casa, respeito à hierarquia, ter disciplina e agir sempre da forma certa. Aprendemos o lema do respeito em casa e seguimos o lema da Guarda Civil de Sorocaba de “Servir e proteger”, conclui Josué.


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