Rodrigo Manga questiona sobre falta de vacina contra raiva animal

Saúde 22 ago / 2019 às 15:22

Vereador quer saber se o município será atendido na campanha nacional e se há riscos para a população, uma vez que a raiva animal é uma doença grave e que pode ser transmitida ao ser humano

O vereador Rodrigo Manga (DEM) está questionando o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Sorocaba sobre atraso na liberação de doses de vacina antirrábica animal, colocando em risco a realização no município da campanha de imunização, que costuma ocorrer anualmente, no mês de agosto.
“Pelo visto, Sorocaba deve, de novo, ficar de fora da campanha nacional de vacinação contra a raiva animal, uma doença que não tem cura. Agravante é que já foi identificada este ano em Sorocaba a ocorrência dessa doença. Muitos munícipes têm vindo reclamar sobre isso e querem saber como vai ficar a situação”, alerta Manga.
Nesse sentido, um requerimento à prefeitura foi protocolado pelo vereador nesta quinta-feira (22) e um ofício, encaminhado ao Ministério da Saúde. Devido à urgência do caso e se as partes não responderem com agilidade, o vereador cogita levar o caso ao Ministério Público.
“As informações dão conta de que Sorocaba não tem vacina e que não haveria previsão para receber mais doses para o controle de raiva em cães e gatos. É um assunto importante, que não pode ser tratado desta forma, pois a raiva além de comprometer a saúde dos animais, também atinge os seres humanos, colocando famílias em risco”, acrescenta.
A transmissão da raiva acontece de um animal contaminado para outros, principalmente, por mordida, arranhões ou contato de secreções ou excrementos. A raiva humana também é bastante agressiva e, em quase 100% dos casos, ela pode ser fatal.
Nos últimos anos houve, de fato, a não imunização da população animal em Sorocaba, ou, na melhor das hipóteses, atraso na aquisição das doses vacinais.
“Quero saber, inclusive, se a falta ou atraso outra vez na vacinação pode causar algum tipo de risco à população humana de nossa cidade. Bem como o número necessário de doses para cobertura na cidade, se há hoje em estoque e quais medidas a Administração Municipal pretende adotar para minorar o risco à população”, finaliza o vereador.


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