Prefeitura de Sorocaba deve comprar aproximadamente 500 mil máscaras cirúrgicas

Saúde 19 mar / 2020 às 15:37

A Prefeitura de Sorocaba deve comprar aproximadamente 500 mil máscaras cirúrgicas para atender a rede de saúde municipal, por conta da pandemia do novo Coronavírus, o Covid-19. A aquisição do material cirúrgico deve ser feita de forma emergencial. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde, Ademir Watanabe, em visita à Câmara Municipal, na sessão desta quinta-feira (18).
Conforme apurou o Jornal Z Norte, inicialmente a Secretaria de Saúde (SES) teria realizado o pedido de compra emergencial de 500 mil máscaras comuns e 200 mil máscaras cirúrgicas, em seguida reduzindo a estimativa para um total de 500 mil unidades. A Prefeitura de Sorocaba informou que realizará uma nova compra emergencial para se preparar em relação ao momento de prevenção do novo Coronavírus, e que realiza estudos sobre as quantidades necessárias.
Apesar da compra em caráter de urgência, a pasta municipal garantiu que há estoque do material hospitalar para realizar momentaneamente o atendimento de saúde em Sorocaba.
O fornecimento é a principal dificuldade encontrada pela municipalidade, como explicou o chefe da pasta de saúde. “A dificuldade maior é encontrar um fornecedor, como houve uma corrida muito grande atrás de máscaras, todo mundo optou por querer colocar a máscara. Hoje eu posso precisar de um milhão de unidade, eu preciso saber quantas eu vou conseguir encontrar,” afirmou Watanabe.
Diante da preocupação com a transmissão do coronavírus, as máscaras cirúrgicas e frascos de álcool gel desapareceram das prateleiras das farmácias e supermercados, o que acabou acarretando no aumento vertiginoso no preço dos itens. A municipalidade foi indagada se haveria uma estimativa de custos para essa compra, mas não soube precisar os valores.
No início da semana, na última segunda-feira (16), a Prefeitura Municipal havia divulgado a abertura de uma Comissão Permanente de Licitação (CPL) para adquirir 125 mil máscaras cirúrgicas, que seriam utilizadas nas 32 Unidades Básicas de Saúde. O processo licitatório seria responsável pelo fornecimento do material no período de 12 meses. De acordo com o cronograma de desembolso apresentado pela Secretaria de Saúde (SES), a estimativa era de que a compra custasse R$ 14.625,00 aos cofres da pasta municipal.
Nessa cotação, cada unidade teria um custo aproximado de R$ 0,11, contudo, a CPL acabou fracassando por conta da discrepância entre o valor estimado e o valor ofertado pelas empresas concorrentes no processo.
O chefe da Secretaria de Administração, José Carlos Cuervo Junior, explica que apesar da coincidência entre a data da publicação e o momento pandêmico, a compra do material hospitalar não tem relação com o novo Coronavírus. “Essa licitação já foi publicada há dias, esse processo de compra já é antigo e começou em 2019,” declarou o secretário.


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