Em nota oficial, Secretaria de Saúde afirma que mulher causou mal-estar e atrapalhou atendimento de funcionários

Saúde 03 nov / 2018 às 18:51

A Secretaria de Saúde de Sorocaba enviou uma nota oficial ao Jornal Z Norte sobre a confusão no PA Laranjeiras na tarde deste sábado (3). Leia a nota na íntegra:

A Secretaria da Saúde (SES) informa que a ficha de atendimento da paciente foi aberta às 12h43 desse sábado (3). Apenas quatro pessoas aguardavam pela consulta médica e o tempo de espera era de 15 minutos, ou seja, um curto período. A unidade conta com quatro médicos no plantão para atender a população. Por volta das 13h, a cidadã começou a gritar e invadir os consultórios para realizar filmagem sem autorização, gerando mal-estar aos pacientes e atrapalhando a prestação dos atendimentos pelos profissionais da unidade.

 

SOBRE O CASO

Uma moradora de Sorocaba transmitiu ao vivo em seu Facebook o momento em que foi atingida pelo disparo de uma arma de choque da Guarda Civil Municipal de Sorocaba dentro do Pronto Atendimento (PA) Laranjeiras, na Zona Norte. Ela fazia um vídeo sobre a falta de médicos atendendo no local na tarde deste sábado (3) e, após ser alvejada, ainda filmou um médico ironizando suas reclamações, com os braços erguidos e gritando “Polícia, socorro”.

O jornal Z Norte entrou em contato com as secretarias municipais de Segurança e de Saúde, mas ainda não conseguiu retorno para esclarecer os procedimentos ocorridos no vídeo.

No vídeo, Célia Ramos acusava o PA Laranjeiras de falta de atendimento médico. A moradora de Sorocaba aguardava uma consulta, mas afirmava que todas as salas estavam vazias e os médicos não estavam atendendo. Por volta dos 5 minutos, um funcionário da unidade a chamou de “louca” e entrou em um consultório.

Após isso, um Guarda Civil Municipal tentou convencer a moradora a desligar o celular. Devido à negativa da mulher, ele tentou tirar o celular dela e, com a resistência da munícipe, atirou com uma arma de choque. O vídeo mostra o momento em que a munícipe, caída no chão e com os fios elétricos ainda presos ao corpo, filma o GCM guardando a arma.

Após isso, uma confusão se estabeleceu e o marido dela tentou intervir, sendo imobilizado pelos GCMs. O vídeo, com 19 minutos de duração, foi transmitido ao vivo na rede social da vítima.

Durante a queda motivada pelo tiro da arma de choque, a mulher não conseguiu atendimento de nenhum profissional de saúde da Unidade. Alguns atendentes e enfermeiros passaram pelo local, mas mesmo com os apelos aos gritos da mulher caída, não foram socorrê-la.

Após estar em pé, um homem, provavelmente médico ou enfermeiro da unidade, foi até a mulher, e a provocou. Dando as costas para ela, o homem, levantando os braços, gritava em tom de deboche: “Polícia, socorro”.

A ocorrência ainda está em andamento.


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