O caminho do meio é aquele em que não há extremos, é onde existem apenas o equilíbrio e a harmonia

publi-editorial 22 jul / 2020 às 17:20

A escritora Martha Medeiros, em um de seus textos mais famosos, diz que “a depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas”.

E era assim, nessa fase um tantinho tristonha e outro tantinho confusa em meio aos sintomas da menopausa que Miriam Telles Martins Volpato viu um post do Projeto Eu no Facebook. Era outubro de 2019, e pensou que não tinha nada a perder. Resolveu entrar em contato agendou um horário para conhecer esse espaço novo e repleto de possibilidades. O marido a acompanhou e foi ele quem deu a maior força para que ela fizesse a adesão. Miriam permitiu-se experimentar. Juntamente com a vitaminas e hormônios prescritos pela médica, iniciou seu caminho de volta à sua essência. Afinal, a depressão, embora tão bem descrita pela escritora Martha Medeiros, era leve, mas não combinava com o jeito Miriam de ser. A fé, essa sim, a representa bem e combina bastante com ela. “A equipe do Projeto Eu me recebeu tão bem, com tanto carinho, que me senti em casa. Fazia os treinos adaptados, pois preciso fortalecer a lombar, devido a um probleminha nos quadris e, minha briga com a balança, que vinha me acompanhando por toda uma vida, foi aos poucos perdendo as forças, pois agora tinha a companhia dos melhores profissionais”, conta.

Miriam Volpato veio de Piracicaba, em 1988, para morar em Sorocaba com o marido e os filhos, mas não gostava nada de ter deixado sua terra natal. “Sorocaba era muito bagunçada e um tanto suja, fazia sempre muito calor e foi difícil eu me adaptar”, relata. Bem devagarinho ela foi gostando daqui. A cidade foi melhorando administração após administração; os filhos foram crescendo, fizeram faculdade e se casaram. “Percebi que ninguém mais precisava tanto de mim e resolvi me cuidar. No Projeto Eu encontrei minha segunda família, pessoas que também me ajudavam nesse retorno à minha melhor versão. Comecei a dieta, sempre faço todas as receitas e, pela primeira vez na vida, participei de um grupo terapêutico, que adoro demais. Entendi que não poderia continuar a procurar consolo nas comidas! Eu era muito mais do que o que comia. Precisava me reencontrar… e tinha finalmente achado o caminho de volta”, relembra.

O marido de Miriam também a acompanha na dieta e, o que ela pensou que pudesse ser um sofrimento para os dois, atualmente ela define como qualidade de vida para o casal. “Nossos filhos, a neta de seis anos e o neto de dois anos merecem ter pais e avós saudáveis e de bem com a vida”, resume. Recentemente na Fase Eu, Miriam já emagreceu 14 quilos, e ainda quer completar 16 quilos a menos na balança.

“Sinto que agora a minha vida tem alegria e sol, tem brilho. Tenho amigos muito queridos e pessoas especiais que me ajudam a cuidar de mim. Isso sim é viver plenamente”, finaliza.


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