“Talvez essa economia de aproximadamente R$ 3 milhões ela não aconteça”, afirma Fernando Dini sobre a reforma administrativa; Prefeitura deve apresentar um substitutivo ao projeto

Política 03 dez / 2019 às 10:49

A Prefeitura Municipal de Sorocaba deverá apresentar um novo projeto de reforma administrativa nos próximos dias. A informação foi divulgada durante o início dos trabalhos da Câmara Municipal, nesta terça-feira (03).

A decisão do Poder Executivo de enviar um substitutivo ao projeto foi debatido em uma reunião, na tarde de segunda-feira (02), entre o presidente do Poder Legislativo, Fernando Dini (MDB), o líder do governo na casa, vereador Engenheiro Martinez (PSDB) e a prefeita Jaqueline Coutinho (PDT), que anunciou mudanças no texto base.

Martinez adiantou que a chefe do executivo requereu um novo estudo de impacto econômico para embasar a reforma administrativa. “Nós estamos diminuindo o número de diretores de área e estamos readequando os cargos de carreira, que não podem ter aquela incorporação de salário e eles já estão incorporados. Então, nós precisamos de economia, e é isso que a prefeita está determinando um novo estudo sobre isso,” explicou o parlamentar.

O presidente da Câmara destacou algumas das incoerências contidas no projeto já protocolado sobre a reforma. “Eu e o líder do governo estivemos com a prefeita mostrando algumas situações que se contrastava com a realidade, nós identificamos algumas situações principalmente ao impacto financeiro que isso traz. A prefeita entendeu que realmente existe uma incompatibilidade de entendimento desta casa legislativa com o executivo na apresentação desta matéria,” elencou.

Dini também adiantou que o texto apresentado inicialmente poderia além de não representar redução de custos aumentar os gastos com pessoal. “Talvez essa economia de R$ 3 milhões não existisse, ela entendeu e pediu para que a gente não paute até que seja refeito o impacto financeiro,” afirmou o parlamentar, que complementou, “a base de cálculo utilizada pelo executivo, nas gratificações, não está em acordo com a realidade, o que vai acrescer e muito em alguns salários. Talvez essa economia de aproximadamente R$ 3 milhões ela não aconteça e talvez tenha até um gasto adicional,” finalizou.

Inicialmente a municipalidade havia pedido tramitação de urgência para o projeto, que acabou saindo da pauta. Conforme adiantado pelo presidente Fernando Dini, a votação do substitutivo só deve voltar a pauta da Câmara após o recesso parlamentar.

As sessões ordinárias do legislativo se encerram em 12 de dezembro deste ano e só retornam os trabalhos em 4 de fevereiro de 2020.


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