Por desavenças internas, Flávio Chaves é excluído de grupo do Whatsapp do MDB Sorocaba

Política 08 abr / 2020 às 18:27

Recém filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o ex-prefeito de Sorocaba Flávio Chaves foi excluído, na tarde desta quarta-feira (08), do grupo de mensagens de Whatsapp da sigla. A saia justa teria acontecido após o integrante ter opinado sobre as eleições municipais de 2020.
Chaves integrava o secretariado da prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) chefiando a pasta de Relações Institucionais e Metropolitanas (SERIM). Na última sexta-feira (03), o então secretário apresentou sua exoneração do Palácio dos Tropeiros para integrar a campanha do MDB ao Executivo.
Ao Z Norte Chaves confirmou que se desentendeu com outros correligionários ao opinar sobre os rumos que o partido deveria tomar nas eleições municipais de 2020, o que teria culminado em sua exclusão do grupo de mensagens.
Conforme apurou a reportagem Flávio Chaves teria sugerido que o partido se movesse em direção ao apoio à pré-candidatura do vereador Rodrigo Manga (Republicanos) ao Poder Executivo.
“A minha opinião é que precisa discutir o que o MDB quer, se ele vai ficar acangado aos cargos que tem no governo, ou vai discutir qual é o melhor caminho para a cidade, para o partido, quem nós devemos apoiar, só isso,” explicou o ex-secretário.
O recém filiado criticou a atitude dos integrantes de grupo fazendo menção ao fundador do partido. “Eu não sou ninguém que possa me levar pela coleira. Agora não se pode ter opinião, se isso é o MDB de hoje, Ulysses Guimarães deve estar se revirando na tumba. Se é isso, esse partido não me serve,” avaliou Chaves.
O ex-prefeito de Sorocaba classificou sua exclusão do grupo de mensagens como uma covardia e alegou que os ataques recebidos teriam vindo de pessoas “atreladas a cargos no governo”. “Até me faz um favor, não estou com muito tempo para responder nada,” ironizou.
Por conta do mal entendido com integrantes do MDB Flávio Chaves não descartou a possibilidade de se desfiliar da sigla e destacou que poderia até ser expulso pelos correligionários. Eles podem me expulsar, porque pelo jeito você não pode ter opinião,” avaliou. “Se eu não posso ter opinião, se eles não me expulsarem eu posso sair,” continuou.
A presidente municipal do MDB, a vereadora Cíntia de Almeida (MDB), descartou a possibilidade de expulsão de Flávio Chaves por conta dos desentendimentos internos no grupo de mensagens.


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