Marinho Marte continua recebendo salário, mesmo afastado da secretaria

Política 05 maio / 2018 às 16:14

Mesmo afastado da Secretaria de Relações Institucionais e Metropolitanas desde o último dia 18, Mário Marte Marinho Júnior continua recebendo o salário de R$ 16.999,98. Esta, pelo menos, é a alegação da Prefeitura de Sorocaba, a respeito dele e de Ilzo Lourenço Pereira, também afastado judicialmente do cargo. O assessor de Marinho, que ocupava cargo de Diretor de Área no Paço, tem salário bruto de R$ 13.156,38. As informações são do Portal da Transparência.

Marinho Marte e Ilzo Lourenço estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP) pela suposta cobrança de um “mensalinho” a assessores, para cobrir gastos de campanha e o pedido de afastamento, feito pelo promotor Orlando Bastos Filho, é porque ambos estariam obstruindo as investigações.

Até o último dia 27 de abril, o Jornal do Município trazia Marinho Marte como titular da Secretaria de Relações Institucionais e Metropolitanas mas, segundo nota enviada à imprensa, o nome não foi substituído por um erro interno. Agora, quem chefia a pasta é Flávio Nelson da Costa Chaves, que já foi vereador, prefeito, deputado estadual e deputado federal. Já sobre os vencimentos, o Paço afirmou que ambos recebem o salário, mas que o pagamento a Marinho Marte se dá por ordem judicial. Já o promotor do MP, Orlando Bastos, disse que está averiguando essa situação, e que nenhuma decisão judicial ainda havia sido proferida.

 

36º secretário

Este foi o 36º secretário anunciado pelo prefeito José Crespo (DEM) desde que assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2017. Em janeiro, o prefeito havia anunciado 21 nomes, para 22 secretarias, isso porque Rodrigo Moreno havia acumulado as secretarias de Recursos Humanos e de Saúde. Dois meses depois, a primeira mudança: Marinho Marte, que inicialmente assumiu a Secretaria de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais, assumiu a pasta de Recursos Humanos, e Eric Vieira assumiu o lugar do vereador licenciado. Com a cassação provisória de Crespo, no fim de agosto, poucos nomes se mantiveram no Paço: apenas Wilson Unterkicher Filho, Jessé Loures, Marinho Marte e Ronald Pereira da Silva – este último, o único a permanecer no mesmo cargo.

Já em outubro do ano passado, com o retorno de José Crespo, outros secretários foram incorporados. No total, foram apresentados cinco novos nomes: Gustavo Barata, na Secretaria de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais, Suélei Gonçalves, na Secretaria de Cidadania e Participação Popular, Marcelo Regalado na Secretaria da Fazenda, Fábio Camargo na Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária e, por último, o vereador Fernando Dini (DEM), na Secretaria de Segurança e Defesa Civil (SESDEC).

Ainda em dezembro do ano passado, por causa de investigações internas e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara, Crespo nomeou José Olímpio Júnior para a Secretaria de Abastecimento e Nutrição (Seaban) e em janeiro, Alexandre Hugo de Morais, principal investigado, deixou a pasta de Igualdade e Assistência Social (SIAS), que passou a ser comandada por Jefferson Calixto.

Em fevereiro deste ano, outras mudanças. Na Seaban, assume Fernando Oliveira. Na SIAS, retorna Cíntia de Almeida, que já havia assumido a pasta em janeiro de 2017. Já na Secretaria de Recursos Hídricos (hoje chamada de Secretaria de Saneamento), assume Alceu Segamarchi Júnior. Em março, Crespo sofreu duas importantes baixas: Marta Cassar, que chefiava a Educação, e Ademir Watanabe, à frente da Secretaria da Saúde, pediram exoneração. Assumiram Mário Bastos e Marina Elaine Pereira, respectivamente. Já no mês passado, além da saída de Marinho e nomeação de Flávio Chaves, Fernando Dini deixa a SESDEC e volta à Câmara, visando as eleições. A pasta, agora, é chefiada por Jefferson Gonzaga. Esta, portanto, foi a 36ª nomeação de Crespo, sem contar as mudanças realizadas por Jaqueline Coutinho (PTB), quando esteve prefeita.


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