Em resposta a Comissão Processante, advogado do prefeito nega manobra para atrapalhar investigações

Política 15 jul / 2019 às 19:15

Na tarde desta segunda-feira (15), o advogado de defesa do prefeito, Dr. Márcio Leme encaminhou ao presidente da Comissão Processante que apura supostas irregularidades na conduta do chefe do executivo, o vereador Nenê Silvano (PV) um documento esclarecendo a ausência de José Crespo (DEM) nas oitivas e também sobre a viagem ao exterior. 

Na última sexta-feira (12), o relator da comissão, Hudson Pessini (MDB) havia encaminhado à prefeitura um pedido de explicações sobre a viagem realizada por José Crespo e a primeira dama Lilian Crespo a cidade de Montevidéu, no Uruguai. À época, o parlamentar publicou em sua página pessoal do Facebook cobrando um posicionamento sobre o caso. “Não podemos admitir que o prefeito deixe de comparecer a uma audiência alegando problemas de saúde, abandone suas funções e faça uma viagem internacional sem prestar contas de seus atos,” questionou Pessini, na ocasião. 

No documento enviado, Leme informa sobre uma consulta de emergência que teria impedido o prefeito de realizar a oitiva. “O denunciado realizou cirurgia na região da próstata em 07/06/2019 em razão de diagnóstico de Hiperplasia benigna na Próstata (HBP) e para prevenção de câncer de próstata, por recomendação médica,” afirmou o advogado que complementou, “Certo é que em razão dos efeitos colaterais, o denunciado retornou em consulta médica de emergência no dia 03/07/2019, dia em que estava designada originalmente sua oitiba, sobrevindo, então, a apresentação de atestado médico de 14 dias, que, por decorrência lógica, prejudicou a sessão de oitiva redesignada para o dia 11/07.” 

A defesa alega que diante do quadro médico, o prefeito estaria em situação de vulnerabilidade e poderia ser exposto a “situação vexatória em ambiente político,” devido aos efeitos colaterais de incontinência urinária, assim sendo obrigado a cancelar a oitiva. Sobre a ida do prefeito e da primeira dama à capital uruguaia, Leme declarou que a viagem foi realizada no final de semana do feriado de 9 de julho com o intuito de “descansar e permanecer na companhia da esposa.”     

Sobre as alegações de que a viagem teria sido realizada para “atrapalhar” as investigações, o advogado disparou. “Diversamente do que se está a noticiar, a viagem não significou manobra para impedir os trabalhos da comissão, ou para obstruir a instrução processual, muito pelo contrário, na medida em que se realizou um negócio jurídico processual estabelecendo a oitiva tempestivamente para o dia 22/07, sem comprometer, em absoluto, o trabalho parlamentar,” assegurou a defesa. 

No documento, Márcio Leme também destacou que a comissão processante “observou os princípios constitucionais da razoabilidade e proporcionalidade”, garantindo o exercício da defesa sem prejudicar os prazos para a conclusão dos trabalhos da CP. 

Após uma reunião entre os membros da comissão e a secretaria jurídica da Câmara Municipal, realizada na manhã desta segunda-feira (15), Hudson Pessini divulgou que a oitiva do chefe do executivo foi mantida para 22 de julho, na casa de José Crespo.    


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