Mercado de produtos naturais cresce em 2017

Economia 24 dez / 2016 às 19:28
Pesquisa mostra que setor movimenta até US$ 36,4 bilhões por ano no Brasil. Em Sorocaba, empresa aposta em crescimento de até 15% no próximo ano.

A qualidade de vida deixou de ser promessa de ano novo e virou realidade na vida de muitas pessoas e isso reflete diretamente no mercado de produtos naturais. De acordo com a pesquisa do Instituto Internacional Euromonitor, este segmento movimenta cerca de US$ 36,4 bilhões todos os anos no país e não para de crescer. Para 2017, a estimativa do instituto é de um crescimento de até 38% no consumo de alimentos naturais.

Em Sorocaba, o Empório Natural – maior loja do segmento da região – estima aumentar as vendas em 15% no próximo ano. O gestor da empresa, Paulo Batista, explica que os clientes estão cada vez mais em busca de qualidade de vida. “O consumidor quer produtos voltados ao bem estar e, acima de tudo, a saúde”, destaca.
Uma das mudanças que impulsionam esse crescimento é o tipo de produto consumido. Antes os clientes buscavam temperos, sementes e frutas secas. Hoje eles também levam produtos naturais de fabricação própria, como pães, bolos e pizzas.
Os alimentos naturais em geral são pouco processados e possuem uma quantidade maior de macro e micro nutrientes importantes para saúde, como proteínas, vitaminas, minerais, fitonutrientes e fibras.
Entre as estratégias para alavancar o crescimento do próximo ano, está a ampliação do delivery. “Muitas pessoas optam por não sair de casa para comprar, é um mercado crescente e queremos implementar este canal de atendimento”, ressalta Paulo.
Na linha dos produtos naturais também estão os alimentos funcionais, que podem ser mais industrializados e ainda assim terão uma atividade funcional no organismo. São eles suplementos de todos os tipos, biscoitos, pães e massas integrais, por exemplo. Este nicho movimenta cerca de R$ 10 bilhões anualmente no país e também deve crescer.
“O consumo de produtos naturais e funcionais não está mais ligado à busca pelo corpo perfeito ou restrições alimentares, hoje é uma questão de sentir-se bem, de manter a saúde e as pessoas buscam isso cada vez mais”, conclui o gestor.

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